Copa do Mundo teve impacto sobre uso de TICs em São Paulo

Copa do Mundo teve impacto sobre uso de TICs em São Paulo

A cidade de São Paulo ocupa a 25º posição no Networked Society Index, levantamento realizado pela Ericsson e que classifica 40 cidades ao redor do mundo e mede a maturidade do uso de ferramentas tecnológicas para investimentos na economia, em desenvolvimento social e ambiental. Uma das conclusões a que o index chega sobre a capital paulista é de que a Copa do Mundo 2014 teve um efeito catalisador para o desenvolvimento de TIC na cidade. No geral, uma das principais descobertas do relatório este ano é o fato de que cidades com baixa maturidade no uso de TICs tendem a melhorar esse indicativo de forma mais rápida de que cidades com índices mais altos – o que indica um efeito de alcance. Estocolmo, Londres e Paris são as três primeiras classificadas no ranking.

De acordo com o Index, a Prefeitura de São Paulo teve que enfrentar exigências mundiais e lançou uma série de iniciativas para melhorar as TICs na cidade. Entre os exemplos dados para melhorar a infraestrutura estão a oferta de 120 hotspots Wi-Fi e novos ônibus com acesso à Internet também via Wi-Fi. Mas, enquanto iniciativas importantes foram tomadas para estimular o desenvolvimento, muitos dos desafios da cidade permanecem, diz o levantamento.

São Paulo alcança uma pontuação média na dimensão infra-estrutura de TIC. Embora a qualidade da banda larga da cidade seja baixa, ela pontua muito bem sobre a variável acesso às TICs. De acordo com o levantamento, isso ocorre em função da cobertura de fibra óptica que é elevada. Mas essa obertura não é usada em seu pleno potencial, o que fez o município perder pontos no uso de TIC. Quando se trata de acessibilidade, o desempenho não se compara favoravelmente com cidades mais bem desenvolvidas. “As tarifas de telefonia celular móvel são especialmente elevadas mas as de banda larga fixa e as de tráfego IP também são altas. Há muito espaço para melhorias quando se trata de preço”, reforça o Index.

A 25ª posição de São Paulo no levantamento está relacionada à adição de nove cidades ao Index este ano das quais oito estrearam com pontuação superior. Apenas Mascate teve uma classificação posterior à capital paulista, enquanto Berlim, Munique, Barcelona, Atenas, Roma, Varsóvia, Abu Dhabi e Dubai ficaram à frente. Sem isso, o desempenho permaneceria inalterado em relação ao ano passado, quando foi classificada em 17º lugar.

São Paulo, por sua vez, superou o desempenho das demais cidades da América Latina que foram estudadas, Buenos Aires e Cidade do México. As cinco principais cidades (Estocolmo, Londres, Paris, Singapura e Copenhague) mantiveram suas posições, apesar de Paris ter ultrapassado Singapura e agora ocupar o terceiro lugar.

O estudo também revela que muitas cidades também têm a oportunidade de subir de posição ao evitar infraestruturas físicas obsoletas e caras, indo direto para aplicações inovadoras e fazendo uso de tecnologia móvel avançada. Inclui ainda três previsões sobre o futuro urbano. A primeira delas antevê que as pessoas, ao invés de instituições, irão impulsionar o progresso urbano em maior medida com serviços públicos mais abertos e abordagens de governança que caracterizam essa mudança de poder.

Na segunda, indo em direção a uma economia mais colaborativa e de compartilhamento, as soluções de TIC fornecerão oportunidades para criar mais valor com menos recursos, necessitando, assim, um ajuste do PIB para refletir os valores importantes para uma sociedade sustentável. E, por fim, a terceira perspectiva é de que as organizações de networking do futuro serão mais flexíveis e eficientes graças à colaboração. Portanto, as condições vigentes da gestão de cidades também irão evoluir, exigindo mudanças de legislação e governança.

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