Desaceleração econômica não tira Oracle da rota de investimentos no Brasil, garante CEO

Desaceleração econômica não tira Oracle da rota de investimentos no Brasil, garante CEO

Em sua terceira visita ao Brasil, a primeira desde que assumiu o cargo de CEO da Oracle, Mark Hurd não coloca uma possível desaceleração econômica na América Latina ou no Brasil como um obstáculo para manter seus investimentos na região. Pelo contrário, ele considera que esse é o momento certo de investir. Para o mercado brasileiro reserva ainda a inauguração de um data center no início do próximo ano, uma iniciativa anunciada na última vez que visitou o país.

Na avaliação do executivo, a América Latina é um mercado muito atrativo, citando Brasil, México, Chile, Colômbia e Argentina como focos de grande interesse da companhia. E não há instabilidade econômica que mude sua ideia, garante. “Nós investimentos na Europa, com países com forte desaceleração econômica, e crescemos”,observou Hurd. Para ele, a estratégia às vezes é fazer o contrário do que se espera.

A inauguração do data center no Brasil, o primeiro na América Latina, reforça uma parte importante de sua estratégia que é a de garantir o crescimento em cloud. Hurd lembrou que a companhia conta com as três camadas de cloud, SaaS (software como serviço), PaaS (plataforma como serviço) e IaaS (infraestrutura como serviço), essa última funcionando mais como um passo para que os outros dois níveis sejam incorporados. Ele observou que há grande necessidade de diminuir a complexidade do gerenciamento de cloud, motivo pelo qual não acredita que os clientes busquem múltiplos fornecedores de nuvem. “Não há outro fornecedor com uma oferta completa como a nossa”, afirmou.

A Oracle realizou diversas aquisições, muitas em cloud, e esse movimento poderá se repetir. Mas Hurd ressaltou que a compra de novas empresas terá de atender aos critérios estratégicos e financeiros da corporação e o foco continua sendo as companhias que são líderes nas áreas que atuam.

Para o executivo, o papel da Oracle é o de ajudar seus clientes no processo de transformação digital a que todos estão sujeitos, da indústria ao consumidor. “Essa transformação está mudando a maneira como as empresas e seus clientes interagem”, observou. O comportamento do consumidor também assumiu novos perfis que desafiam as empresas. Ele comentou que uma companhia pode ter 95% de seus clientes satisfeitos mas se sentirem ameaças com 5% que falam de seus produtos nas redes sociais.

Para Hurd, Big Data é ter a informação certa, do consumidor certo no momento certo. Ele disse que trata-se de uma solução maior do que o BI e que na Oracle está presente, com outros nomes, em vários serviços oferecidos, como o de estratégia de retenção da base de clientes.

Hurd chegou à Oracle em 2010, como co-presidente da empresa e membro do Conselho de Administração. Em setembro, com a inesperada saída do CEO Larry Ellison, fundador da companhia, ele assumiu o cargo de CEO, dividindo as responsabilidades com Safra A. Catz com quem já compartilhava a co-presidência da corporação.

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