Investimentos em Wi-Fi de grande porte devem aumentar a partir de 2016

Investimentos em Wi-Fi de grande porte devem aumentar a partir de 2016

Pesquisa realizada pela Amdocs com 40 prestadores de serviço na Ásia-Pacífico, Europa, América Latina e América do Norte relata que os investimentos em Wi-Fi de grande porte devem aumentar a partir de 2016. A percepção das empresas é de que o Wi-Fi de “melhor esforço” está se tornando menos lucrativo e que novas fontes de receita só poderão ser construídas quando houve uma maior qualidade na experiência do usuário. Isso envolve um bom atendimento para serviços como TV móvel, monitoramento de saúde, voz corporativa, jogos online, transmissão de mídia e serviços de Voz sobre Protocolo Internet (VoIP).

Conforme o levantamento, os hotspots Wi-Fi de grande porte passarão dos atuais 14% para 72% da base de hotspots em 2018. Quase todas as operadoras (85%) planejam investir nessa tecnologia até 2016. As operadoras de múltiplos serviços (MSOs) consideram que o Wi-Fi de grande porte oferece melhor posicionamento em acordos de operadoras de rede móvel virtual (MVNOs), apoiando ofertas quad-play e serviços wireless. Já as operadoras móveis (MNOs) planejam usar o Wi-Fi de grande porte para ampliar suas redes e reduzir o tráfego do acesso via rádio (RAN).

Até o final de 2016, 61% dos hotspots Wi-Fi de MSOs e 70% dos hotspots de MNOs virão de terceiros, para aproveitar as economias de custo compartilhadas e o desenvolvimento acelerado, contra os atuais 45%.Dois terços (65%) dos participantes da pesquisa colocaram a falta de forte planejamento de rede e ferramentas de gestão entre seus três principais fatores de risco para investir em Wi-Fi de grande porte, com 65% deles declarando que suas ferramentas atuais não se estenderão bem para Wi-Fi sem investimento adicional.

Como parte de sua estratégia de rede Wi-Fi para permitir cobertura Wi-Fi em movimento, até 2016, 77% dos prestadores de serviço planejam usar “homespots” (onde o usuário aceita deixar o hotspot aberto para uso de transeuntes), um expressivo crescimento em relação aos atuais 30%

“Prestadores de serviço estão começando a ver o Wi-Fi como uma oferta estrategicamente importante que pode melhorar ou prejudicar suas reputações e que precisa apoiar uma experiência de usuário comparável à de redes celulares”, comentou Oliver Bosshard, gerente de consultoria da Real Wireless, que conduziu a pesquisa ao lado da Rethink Technology Research. Ele lembrou que redes de Wi-Fi de ‘melhor esforço’ não são controladas a partir da rede central de ferramentas de sistema de apoio operacional das operadoras, e com frequência os pontos de acesso não embasam qualquer forma de gestão ou priorização de tráfego.

“Como resultado, as operadoras não conseguem monitorar ou abordar questões de desempenho como congestionamento, o que significa que não podem garantir QoE – propriedades como velocidade de conexão, latência ou priorização, que são cruciais para permitir as opções de monetização para Wi-Fi”, completou.

“Como a qualidade da experiência é essencial para estratégias de monetização de rede atual e futura, as operadoras precisam ter as ferramentas certas de planejamento e gestão em vigor. Essas são áreas cruciais para os negócios – para garantir implantações ideais com custo eficiente e oferecer uma análise detalhada do comportamento de rede e do uso pelo cliente, o que pode se converter em maior qualidade de experiência”, afirmou Rebecca Prudhomme, vice-presidente de marketing de produtos e soluções da Amdocs.

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