Stefanini cresce 11% e volta a planejar novas aquisições

Stefanini cresce 11% e volta a planejar novas aquisições

A multinacional brasileira Stefanini registrou uma expansão de 11% este ano, com faturamento de R$ 2,35 bilhões. Em 2015, quer repetir esse bom desempenho apesar das incertezas econômicas mas no ano seguinte quer crescer de forma mais acelerada. Depois de efetuar 10 aquisições em quatro anos e ter dado uma pausa no processo de internacionalização em 2014, a empresa quer retomar esse movimento. Da mesma forma, quer reforçar o investimento em consultoria especializada e soluções voltadas para o aumento da eficiência operacional.

Segundo Marco Stefanini, CEO do grupo, a estratégia de aquisições segue direcionamentos diferentes para o Brasil e exterior. No mercado brasileiro, busca por empresas que complementem o portfolio da companhia e cuja atuação seja complementar. Já no exterior, de acordo com o executivo, a ideia é ganhar musculatura e comprar empresas com a mesma atuação e que garanta uma maior presença no mercado escolhido pela Stefanini para expandir.

Presente em 34 países, a companhia tem na internacionalização um dos seus pilares importantes e este ano obteve 40% do seu faturamento no mercado externo. . A Europa foi a região que mais contribuiu para o resultado internacional, com destaque para a Alemanha onde o foco foi o mercado de manufatura. A Romênia, onde está presente há 10 anos e tem o maior centro de serviços, com mais de 1000 pessoas, também teve papel importante.

A Ásia, especialmente a China, concentra o interesse de longo prazo (cinco a 10 anos) da empresa. Presente na China, Filipinas, Índia e Tailândia, a Stefanini iniciou suas operações este ano na Malásia. A ideia é replicar naquele país o modelo de negócios das Filipinas, onde a empresa conta com 800 profissionais e deve expandir para 1.200 até 2015. Em três anos, quer ter 300 profissionais na filial malaia, completando a oferta global com seis idiomas adicionais ao lado dos demais delivery centers nos Estados Unidos, América Latina, Romênia, Polônia, Filipinas, China e Índia.

De acordo com Stefanini, o mercado indiano não estará no foco de novas aquisições. Isso porque a empresa adota um modelo estratégico que a coloca como alternativa ao modelo indiano. “Nosso delivery tem um mix melhor do que o indiano, temos mais proximidade de línguas com alguns países e gostamos de nos diferenciarmos como uma alternativa”, afirmou o executivo.

Na avaliação de Marco Stefanini, nos últimos 10 anos a “fotografia” do Brasil no mercado externo melhorou muito. Mas ainda há muitos desafios, inclusive regionais para serem vencidos. “Existem algumas amarras contratuais no Mercosul, por exemplo, que exigem que os acordos feitos por países sejam transferidos para todo o bloco”, ressaltou. Ele defende que nos próximos quatro anos seja adotada uma política mais agressiva no mercado internacional, posicionando o país globalmente , dando um salto em gestão e eficiência operacional.

Para a Stefanini, o objetivo é o de apostar em soluções que apoiem os negócios de seus clientes. Este ano, a empresa investiu no reposicionamento da Stefanini Business Consulting, área de negócios criada para oferecer análises sobre o negócio de cada mercado, com foco em indústria, varejo, saúde, meios de pagamento, seguro, governo, telecomunicações e serviços financeiros.

A Orbitall, empresa adquirida pela companhia em 2011, desempenha um papel importante no novo cenário de crescimento. Posicionada como a maior processadora independente de meios de pagamento no mercado brasileiro, está dando continuidade aos investimentos de R$ 150 milhões que teve início em 2013 e segue até 2016. Segundo Marcos Monteiro, CEO da empresa, cerca de 40% desse valor foi destinado até agora à renovação e melhoria do parque tecnológico.

A oferta de serviços do grupo Stefanini envolve consultoria, integração, desenvolvimento de soluções e outsourcing para aplicativos e infraestrutura. A empresa está entre as 100 maiores de TI no mercado mundial, de acordo com a BBC News, e foi considerada a quarta empresa transnacional mais internacionalizada pela Fundação Cabral.

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