Nos Estados Unidos, saúde conectada ainda patina em ineficiências

Nos Estados Unidos, saúde conectada ainda patina em ineficiências

A Salesforce apresentou o relatório “2015 State of the Connected Patient”, patrocinado pela empresa e conduzido pela Harris Pool. Baseado em uma pesquisa com mais de 1.700 norte-americanos adultos com plano de saúde e acesso a um clínico geral (que serão referidos neste artigo como “pacientes com seguro”), o relatório descobriu que o mercado desse campo nos Estados Unidos possui várias ineficiências no uso da tecnologia como um meio de criar uma assistência médica mais conectada.

Enquanto o deadline para inscrição no Affordable Care Act (lei federal que alterou os parâmetros da assistência médica dos Estados Unidos) se aproxima – o que encoraja prestadores de serviços de saúde e contribuintes a modernizar o cuidado através do uso da tecnologia –  o relatório descobriu que menos de 10% dos pacientes com seguro usam a WEB, emails ou mensagens de textos para marcar consultas. E 40% desses pacientes não se comunicam com o médico para gerenciar sua saúde (por exemplo, para monitorar a dieta, a prática de exercícios e exames).

Ainda mais desafiador para os prestadores de serviços de saúde norte-americanos é que os pacientes com seguro que fazem parte de chamada “Geração Y” (definidos no relatório como aqueles com idade entre 18 e 34 anos) afirmaram ter um forte interesse no uso de novas tecnologias para aumentar a colaboração entre sua assistência médica e seu clínico geral.

As opiniões da Geração Y são importantes, uma vez que suas preferências e hábitos representam o futuro das expectativas, consumo e oferta de assistência médica nos Estados Unidos. Por exemplo, 60% dos membros da Geração Y são a favor do uso de opções de telessaúde para eliminar consultas realizadas do modo tradicional, com o paciente indo fisicamente ao consultório, e 71% deles gostariam que seus prestadores de serviços médicos usassem um aplicativo para dispositivos móveis para agendar consultas, compartilhar dados de saúde e gerenciar o cuidado preventivo.

“A assistência médica chegou tarde à festa digital, o que é notável, uma vez que ela é possivelmente a indústria de informação intensiva mais importante e cara. Esse relatório ilustra vivamente que nossa população crescentemente conectada quer mais dados úteis, mais conexões com seus médicos e mais acessos intuitivos à assistência médica de alta qualidade. Em nossa economia de US$ 3 milhões, uma recompensa espera as empresas que descobrem como satisfazer essas necessidades”, comentou Robert Wachter, MD, professor de medicina da Universidade da Califórnia em San Francisco e autor de “O Médico Digital: Esperança, Sensacionalismo e Danos no Alvorecer da Era da Medicina de Computador”.

“A lei Affordable Care Act encoraja os provedores a usar a tecnologia para se conectarem melhor com pacientes e modernizar o sistema de saúde”, ressaltou Todd Pierce, vice-presidente sênior de Healthcare na Salesforce. Mas, segundo o executivo, os dados revelam que pacientes e médicos ainda estão utilizando métodos de comunicação já experimentados e comprovados, como o telefone, correio e consultas em pessoa. “Nós realmente ainda estamos na linha de partida da saúde conectada”, afirmou.

Pontos-chave do relatório “2015 State of the Connected Patient”

—  Pacientes com seguro acreditam que seus médicos compartilham informações sobre saúde uns com os outros: os pacientes com seguro veem um clínico geral em uma média de três vezes por ano. Eles também têm uma média de 2,5 médicos acompanhando algum aspecto de sua saúde, com 76% deles confiantes que seus médicos compartilham registros de saúde entre eles.

—  A maioria das consultas com um médico ainda consiste de interações de pessoa para pessoa, mas varia muito quem acompanha os dados sobre a saúde dos participantes do estudo: os pacientes com seguro revisam seus dados de saúde em pessoa mais comumente (40%), pegam os resultados dos exames pessoalmente (44%) e até pagam suas contas de assistência medica em pessoa (38%). 62% dos pacientes com seguro dependem de um médico para acompanhar seus dados de saúde, enquanto 28% dos norte-americanos ainda gerenciam essas informações guardando documentos em pastas para papéis, caixas de sapato, gavetas ou outro sistema caseiro.

— Falta de ênfase no cuidado preventivo: 40% dos pacientes com seguro afirmam não se comunicar com seu médico para gerenciar a prevenção a problemas de saúde.

— Interesse da geração Y : 40% dos pacientes com seguro da Geração Y disseram achar que seu médico não os reconheceria se passassem um pelo outro na rua. A Geração Y é muito receptiva em relação ao uso das novas tecnologias como parte de sua assistência médica: 71% dos membros da Geração Y estariam interessados em que um médico/prestador oferecesse um aplicativo para dispositivos móveis para o gerenciamento ativo de sua saúde, para prevenção média, revisão de registros de saúde ou marcação de consultas.  63% dos membros da Geração Y estariam interessados em fornecer proativamente seus dados de saúde para seus médicos/provedores através de wi-fi/ wearables, para o monitoramento de seu bem-estar.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Preencha: *
Time limit is exhausted. Please reload CAPTCHA.