Para CIOs, influência das áreas de negócios nas compras de TI se consolida

Para CIOs, influência das áreas de negócios nas compras de TI se consolida

Cada vez mais, CIOs aceitam que seus colegas em linhas de negócios exerçam grande influência sobre as decisões de compra de TI e, em resposta, estão buscando ativamente reformular departamentos de TI e torná-los ‘fornecedores internos de serviços’, revelou uma pesquisa global sobre a transformação da TI corporativa, realizada pela Logicalis. O estudo, que ouviu 177 CIOs em 24 países, mostrou que os executivos reconhecem que o equilíbrio do poder nos gastos com TIC já mudou de forma significativa e não dá sinais de retorno.

Para 57% dos CIOs os executivos de negócios ganharam mais poder nos últimos 12 meses; mais de um quarto (28%) admite que as áreas de negócios já assumiram o poder na tomada de decisões de TIC, tomando 50% ou mais das decisões; 64% acreditam que a tendência irá continuar nos próximos três ou cinco anos (em comparação aos 44% que disseram o mesmo há 12 meses); e dois terços (66%) relataram que o departamento de TI é responsável pelo gerenciamento de tecnologias e serviços adquiridos pelas linhas de negócios.

Em resposta, os CIOs estão buscando abraçar um novo papel, focado no gerenciamento de serviços e infraestrutura. Segundo o presidente e COO do grupo Logicalis, Mark Rogers, a pesquisa comprova que responder rapidamente às atuais transformações do negócio é prioridade para os CIOs. “Como agora entramos na era do negócio assumindo o papel principal na definição das exigências e resultados de TI, não podemos continuar descrevendo essa nova dinâmica como algo subversivo, mas como a nova forma das organizações definirem e adquirirem suas necessidades de TI”, comenta o executivo.

Os CIOs reconhecem, porém, que ainda há muito trabalho a ser feito a fim de entregar essa transformação definida por serviços. “Tudo isso significa que não apenas iremos ajudar o CIO na transição da organização, mas, crucialmente, teremos de identificar, capturar e entregar este plano multifornecedor que direciona o negócio, assim como também demonstrar, de forma mais clara, como as novas tecnologias e serviços se traduzem em aprimoramentos e resultados tangíveis para o negócio”, afirma Rogers.

De acordo com o levantamento, 57% concordam que, até 2016, 80% do orçamento de TI será baseado no fornecimento de integração de serviços para um portfólio mais amplo de fontes internas e externas de TI e serviços de negócio; 76% já consideram que a função da TI em sua organização é focada em serviços em vez de tecnologias; e quase metade (41%) espera renomear o departamento de TI nos próximos dois anos, para refletir o papel gerenciador de serviços.

Apenas 34% dos CIOs citaram “habilidades técnicas” como prioridade ao recrutar profissionais de TI – os outros dois terços buscam habilidades de negócios como comunicação, gerenciamento de serviços e análise de negócios; 65% estão preparados para pagar mais por profissionais de TI orientados a negócio – 25% esperam pagar entre 5% e 10% a mais, e 22% espera pagar entre 10% e 20% a mais; 47%) querem que a maioria (50% ou mais) de seus serviços de TI seja fornecida ou gerenciada por fornecedores externos de serviços, incluindo nuvem (IaaS/PaaS & SaaS); 84% dos CIOs indicaram desejo de gastar 50% ou mais de seu tempo em iniciativas estratégicas – um aumento em relação aos 74% que declaram o mesmo há 12 meses – embora 55% ainda gaste 70% do tempo em tarefas cotidianas de baixo valor.

Para o vice-presidente associado da IDC, Chris Barnard, os resultados da pesquisa confirmam a tendência que a IDC observa na indústria com a mudança para uma nova plataforma tecnológica, que é construída em mobilidade, nuvem, análise de big data e tecnologias sociais. Isso cria desafios que o CIO e o departamento de TI têm de encarar conforme equilibram opções estratégicas e operacionais.

“Conforme a TI torna-se cada vez mais estratégicas para o negócio, as discussões devem deixar de ter foco em tecnologia e passar para o apoio aos objetivos do negócio. Um parceiro externo, como a Logicalis, precisa compreender o papel fundamental da TI e oferecer serviços completos do ciclo de vida da plataforma corporativa”, conclui Barnard.

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