Juniper ganha espaço no processo de expansão da Equinix no Brasil

Juniper ganha espaço no processo de expansão da Equinix no Brasil

As perspectivas de retração da economia brasileira não assustam a Equinix. A empresa, que incorporou 100% a Alog, tem anunciado sucessivos investimentos para bancar seu crescimento no mercado brasileiro, sendo o último no valor de US$ 17 milhões para a expansão do data center no Rio de Janeiro. No meio desse processo, decidiu também rever sua estrutura tecnológica e seguir no país a mesma parceria que possui com a Juniper nos Estados Unidos e, ao mesmo tempo, reforçando o papel de integradora da Binário. Em ritmo acelerado para migrações e adoções de novas plataformas, a velocidade também chegou à ativação de novos clientes, passando de 1h30 anteriormente para cerca de 10 minutos.

Desde o mês passado, a Equinix passou a atuar com seu próprio nome no Brasil após ter incorporado na totalidade a Alog. Esse processo teve início em 2011, quando 50% da Alog foi adquirido e outras aquisições do capital da empresa se sucederam até completar os 100%. Ainda em 2011, as primeiras soluções da Juniper começaram a compor parcialmente a base tecnológica da companhia de interconexão de data centers que opera globalmente 103 centros de dados em todo o mundo. No Brasil, agora conta com quatro data centers, sendo dois em São Paulo e dois no Rio de Janeiro.

Juntas, Binario e Juniper já vinham participando de projetos na então Alog. Em 2012, por exemplo, foi investido R$ 1,2 milhão na implementação da plataforma MX da Juniper, para atender ao crescimento da demanda, estimada em 30% ao ano.

“O RJ2, como é chamado esse data center, foi  construído 100% da Equinix no Brasil. Já foi construído nos moldes e especificações com as quais ela trabalha em outros países, o que pode ser visto em todos os detalhes, até nas tags RFID que compõe o centro de dados”, comentou Heloisa Figueira, gerente comercial da Juniper. O SP2, em São Paulo, também foi construído com essas especificações. Já na abordagem de mercado, as soluções do mercado norte-americano e brasileiro se diferenciam um pouco. “No mercado americano, as soluções são quase 100% de colocation, enquanto no Brasil tem uma gama maior de ofertas”, observou a executiva.

O trabalho de homologação de tecnologias e serviços nos dois sites do Rio de Janeiro e nos dois de São Paulo levou seis meses para ser concluído. “A EQuinix já nos colocou quais são seus projetos para a frente e como iremos trabalhar juntos”, observou Angelo Dias, gerente de contas Enterprise da Binario. À medida que ela consegue novos clientes abre novas fases de expansão dos data centers.

No RJ2, por exemplo, a companhia já conta com 72 clientes, entre os quais a Decatron e a XP Investimentos. “O mercado de data centers está muito aquecido e acho que até a retração econômica contribui para isso. Muitos que decidiram adiar projetos de infraestrutura própria, por exemplo, decidiram por contratos com os data centers porque não podem ficar sem suporte e estruturas tecnológicos”, observou Heloisa.

A entrada da Equinix no mundo SDN (Software-Defined Networking) e NFV (Network Function Virtualization) também começa a ser traçada e a Juniper deverá ser um parceiro importante nesse processo. A fabricante adotou os padrões abertos OpenStack e o OpenFlow, que já prepara seus clientes para uma transição futura para essas novas estruturas de rede. “Atualmente, o SDN ainda é mais conceitual. Mas já começamos a garantir a evolução para nossos clientes”, observou Dias.

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