Qual o impacto nos negócios de 1% de investimento em IoT?

Shenzhen – Qual o valor de 1% de investimento em IoT? Essa é uma das questões que o estudo Global Connectivity Index 2015, realizado pela Huawei, tenta responder para que as empresas possam mensurar o genuíno impacto econômico da Internet das Coisas e o que 100 bilhões de dispositivos conectados em 2025 representarão nos seus planos de negócios. O levantamento não tem uma resposta única,  mas traz exemplos práticos de como cadeias de fornecedores, receitas e políticas governamentais foram e poderão ser atingidas.

O quadro anunciado pelo GIC para os próximos anos passa por um prognóstico de 2 milhões de sensores sendo ativados e conectados a uma rede por hora até 2025. Ou 47 bilhões por dia. Em cinco anos, o custo do sensor deverá continuar caindo e o do processamento do computador vai melhorar 70 vezes.

A projeção para 2025 é de que 22% dos sensores estarão direcionados para aplicações de consumo relativas a estilo de vida, 18% em casas conectadas, 15% atendendo a uma manufatura mais inteligente, 12% relacionados a smart cities, 10% a utilities, 5% em carros conectados e 18% em outras atividades.

A produtividade e a economia de custos são consideradas algumas formas de avaliar o ganho com IoT. Para demonstrar o potencial do impacto da Internet das Coisas, o estudo considerou o resultado do investimento de 1% de IoT em empresas de áreas diferentes.

Para a Ford, por exemplo, 1% de IoT é igual a uma redução de custos de US$ 1,13 bilhão. Já a Procter&Gamble obteve economias de US$ 430 milhões. Na Coca Cola, esse percentual de Internet das Coisas corresponde a uma melhoria na performance financeira de US$ 350 milhões e para a EIA, agência norte-americana da área de energia, direcionar uma economia de US$ 2,3 bilhões de gastos com eletricidade, suficiente para 10% de todas as residências norte-americanas.

O estudo foi divulgado esta semana durante o Global Analysts Summit 2015 da Huawei que foi realizado em Shenzhen. O vice-presidente da empresa, William Xu, chamou a atenção para as oportunidades que serão geradas nos próximos anos e a necessidade de colaboração e uso de sistemas abertos nesse processo de transformação digital. “Estamos atingindo um nível que ninguém mais consegue fazer nada sozinho”, observou.

* A jornalista viajou a Shenzhen a convite da Huawei

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