Telefónica: é preciso acelerar a transformação digital

O CIO Phil Jordan sabe que tem um grande desafio em suas mãos: transformar a Telefónica em uma empresa digital pronta a competir em um cenário inovador, ágil e mais competitivo. Nessa jornada, colocou a TI como o centro das mudanças, mesmo tendo de administrar legados e com a meta de unificar e simplificar sistemas que, na sua gestão, devem passar de cerca de sete mil para algo próximo a dois mil. Ele sabe que as ameaças às grandes e tradicionais empresas se avolumam, mas acredita que pelo menos nos próximos quatro ou cinco anos ainda haverá tempo hábil para concluir essa guinada. Já para aqueles que não se arriscaram a adotar um novo perfil, não é tão otimista: podem perder parte significativa de suas receitas ou simplesmente desaparecerem.

Como exemplo dos riscos que rondam tradicionais empresas, ele cita a valorização de mercado dos serviços Airnb e WhatsApp. No primeiro caso, o valor de mercado do site de hospitalidade que se utiliza basicamente de residências, cerca de US$ 10 milhões, superou o de grandes redes hoteleiras. Já a compra do WhatsApp pelo Facebook praticamente foi equivalente à transação realizada pela própria Telefònica para assumir o controle total da Vivo.

Correr contra o tempo parece ser um desafio estimulante para Jordan , já que depois das mudanças realizadas nas operações europeias, chegou às unidades da América Latina e Caribe com uma proposta de realizar simultaneamente alterações significativas em 17 países no prazo de 18 meses. Ele convive na região com algumas operações mais avançadas que outras, como  a Argentina, uma espécie de laboratório, com as mudanças chegando ao Chile e Peru e com o Brasil no alvo para os próximos investimentos.

O executivo, que falou hoje durante o Amdocs Latam Business Summit 2015, em Cancun, comemora o fato de que seu orçamento de TI, atualmente, tem 65% da verba voltada para transformação. Ele considera um cenário com quatro pontos importantes para avaliar o que está em jogo : uma cadeia de valor sobre ataque, exigência cada vez maior do consumidor, questões regulatórias ainda não definidas e a própria revolução digital.

No centro da transformação da empresa, Jordan coloca os negócios estabelecendo nova dinâmica para as aplicações. À volta,  estão vários outros pontos que passam por novos processos, novas suítes e parceiros. Como base dos sistemas OSS estão, lado a lado, os sistemas de billing e os de gerenciamento da experiência do consumidor, que trazem novas fontes de análise para a companhia.

Durante o evento, a Telefónica anunciou que selecionou a Amdocs para implementar um data store nas unidades do Peru e Chile que agrega dados de várias fontes operacionais , incluindo cobrança, pedidos, gestão de clientes e catálogo de produtos corporativos.  Com isso, terá condições de mapear e correlacionar os dados, em uma visão de 360 graus do cliente.

“Esse data store coloca as informações operacionais vitais na ponta dos dedos de nossas operações no Chile e Peru para que possamos ver, analisar e reagir mais rapidamente às condições de mercado”, comentou Jordan. Essa implementação já começou a ser  feita na Argentina e em breve será iniciada no mercado brasileiro.

Esse contrato estende, na verdade, a parceria com a Amdocs dos sistemas OSS para o mundo dos analíticos e Big Data. Ambas já trabalhavam juntas também no processo de modernização dos sistemas de suporte aos negócios e para permitir a integração de todos os canais por onde circulam os clientes na oferta quad-play da operadora.

# A jornalista viajou a Cancun a convite da Amdocs

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