Com Ceitec e Bradesco, Banco do Brasil avança em projetos de nacionalização

Com Ceitec e Bradesco, Banco do Brasil avança em projetos de nacionalização

O Banco do Brasil está disposto a investir na nacionalização de processos e sistemas do mercado de meios de pagamentos. Nesse sentido, anunciou hoje dois acordos importantes, um com o Bradesco e outro com a Ceitec. No primeiro caso, a cooperação técnica pode chegar até à criação de um padrão brasileiro de digitalização e tokenização dos cartões. No segundo, as negociações podem permitir  o desenvolvimento de um chip com tecnologia nacional para uso em cartões de débito, crédito e pré-pago. Segundo a instituição financeira, o acordo poderá ser estendido às suas coligadas na área de cartões, incluindo a bandeira Elo.

Atualmente existem no mercado brasileiro mais de 200 milhões de cartões emitidos com a tecnologia do chip, fabricados por empresas estrangeiras, como Samsung, Infineon e Multos. O chip começou a ser utilizado pelos emissores em 2001 para atribuir mais segurança às transações de cartão, com redução significativa no índice de fraudes a partir de então.

De acordo com o BB, a nacionalização dessa tecnologia trará ganhos para a indústria em função de diversos fatores, a exemplo da redução no prazo para importação do dispositivo, melhoria na eficiência operacional, além de ampliar a capacidade de atender às demandas de inovação em menor prazo. Outro ganho real a ser atribuído à parceria é a sua contribuição para alavancar o crescimento da indústria de microeletrônica do País.

Com o Bradesco, o BB firmou um acordo de cooperação técnica para desenvolver soluções tecnológicas de ponta a fim de acelerar e dar mais segurança para pagamentos pela Internet, smartphones e outros dispositivos tecnológicos. No caso do padrão brasileiro de digitalização e tokenização, as duas instituições financeiras acreditam que o processo funcionará como um modelo aberto e independente de bandeira, emissor e/ou adquirente, aderente a padrões mundiais o que permitiria seu uso no exterior.

Para o BB, o desenvolvimento de um modelo nacional pretende buscar maior aderência às características do mercado brasileiro permitindo o avanço da virtualização de cartões no país e seus benefícios para toda a sociedade.

A utilização de tecnologia nacional e o desenvolvimento de soluções de última geração em pagamento digitais possibilitará, ainda, um menor custo de implementação, com melhoria na eficiência operacional, além de ampliar a capacidade de atender as demandas de inovação em menor prazo.

Com essas novas tecnologias, pretende-se que soluções móveis sejam cada vez mais percebidas como convenientes e seguras para realização de pagamentos. Com o uso de pagamentos móveis, estima-se que parte dos recursos atualmente movimentados em papel-moeda possam ser migrados para soluções digitais.

Outro mercado importante corresponde ao crescimento do comércio eletrônico (e-commerce e m-commerce) no patamar de dois dígitos e que já representa aproximadamente 10% do volume total de transações de cartões de crédito no Brasil. Para isso, a geração de cartões digitais agregará maior segurança na realização de transações em ambientes virtuais.

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