“Nosso data center já é definido por software”, diz CIO do Santander

“Nosso data center já é definido por software”, diz CIO do Santander

Fernando Diaz, CIO do Santander, trabalha com o pressuposto de que os bancos precisam dar a devida atenção à infraestrutura que vai suportar seus processos de transformação digital. No seu caso, trabalha com plataformas que seguem um padrão mundial e que graças a recursos como cloud computing conseguem operar conectados o tempo todo e com processamento distribuído. O SDN (Software Defined Networking) também ganhou destaque no projeto de evolução da rede feito pelo banco. “Nosso data center hoje já é definido por software”, afirmou o executivo durante o CIAB/Febraban 2015.

O data center do Santander no Brasil foi inaugurado em Campinas no ano passado com investimentos de R$ 1,1 bilhão e permitindo realizar 210 mil transações por dia. Ele substituiu os outros na cidade de São Paulo e foi construído tendo como base as normas globais da instituição financeira, que possui ainda data centers no México, na Espanha e no Reino Unido. Funcionando como uma espécie de “nuvem privada”, como ressaltou Diaz, são interligados e trabalham como centros de dados virtuais. “A operação do Chile roda na Espanha, a dos Estados Unidos no México e a da Alemanha também na Espanha”, ressaltou o executivo.

Segundo Diaz, a arquitetura desenhada pelo banco cobre diferentes camadas, que começa com a infraestrutura do data center e o core bancário. No momento, o investimento mais pesado do banco está no core bancário. O Santander está em fase final da definição de uma arquitetura, por enquanto denominada Matrix, que vai incorporar os componentes de canais para que sirvam de framework para o desenvolvimento de novas aplicações.

Para o executivo, o cliente tem de estar no centro de todos os projetos e é ele quem vai definir os processos e evolução tecnológica do banco. Ao repensar arquiteturas, Diaz considera que é preciso estar atento para manter a excelência no atendimento, trabalhar com escalabilidade e considerar o componente custo. Na sua avaliação, o mundo digital traz também novas formas de relacionamento que precisam ser repensadas na formação do ecossistema que será trabalhado. “Não dá para pensarmos em fazer tudo nos esquemas tradicionais de internalizar. Precisamos construir novos relacionamentos e trabalharmos com mais cooperação”, afirmou.

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