Programa Amazônia Conectada entra em nova fase

Programa Amazônia Conectada entra em nova fase

Amanhã será lançado oficialmente o Amazônia Conectada, um programa interagências que utilizará os leitos dos rios da bacia amazônica para a instalação de uma rede de fibra óptica. Inicialmente, o projeto deveria ter sido lançado em 25 de maio, mas a cerimônia acabou sendo postergada. Ele é o resultado de uma atuação conjunta do Exército Brasileiro, a Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP), a Companhia de Processamento de Dados do Amazonas S/A (Prodam), a Secretaria de Ciência e Tecnologia do Estado do Amazonas e o Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipaam), que se uniram com o objetivo de levar conectividade em múltiplos gigabits inicialmente para organizações militares, instituições de educação e pesquisa, órgãos públicos estaduais e para atendimento à população do interior do estado de Amazonas.

A partir desse programa, que pretende estender redes subfluviais ópticas em cerca de 7 mil km dos principais rios da Amazônia, a região usufruirá de uma série de serviços de rede de dados, como internet banda larga, telemedicina, ensino a distância, e diversas outras aplicações na área de saúde, segurança pública, trânsito e turismo. Além disso, estão previstas melhorias nas comunicações militares na fronteira, com ganhos para a defesa nacional.

O programa nasceu a partir de uma chamada a vários órgãos feita pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, em 2012, para discutir como a ciência, tecnologia e inovação podiam contribuir para um desenvolvimento sustentável da Amazônia. Ampliar as condições de acesso em banda larga na região foi consagrado como uma das principais linhas de ação, e criado o chamado ‘Projeto Conexão Amazônica’ para estender esse acesso a todas as Instituições de Ciência e Tecnologia (ICT) da região, como uma meta para o período 2014-2018.

“Com seus Pontos de Presença nas capitais de todos os estados que compõem a Região Amazônica, além de redes metropolitanas de fibra óptica no Amazonas, Pará e Amapá, a RNP propôs, em 2014, um projeto: demonstrar um novo modelo de infraestrutura para a região, explorando o potencial dos cabos subfluviais, inicialmente em 220 km entre Coari e Tefé”, comentou o diretor-geral da RNP, Nelson Simões.

Serão criadas cinco “infovias” alcançando municípios das calhas dos rios Negro, Solimões, Purus, Juruá e Madeira. Em abril foi efetivado o projeto piloto para interligar o 4° Centro de Telemática de Área (4° CTA) à 4ª Divisão de Levantamento (4ª DL) do Exército Brasileiro através de um trecho de aproximadamente 7 km de cabo óptico lançado no leito do Rio Negro em Manaus. A rede na bacia do Rio Negro prevê a expansão da internet banda larga para o oeste do Estado do Amazonas, chegando aos municípios amazonenses Novo Airão, Barcelos, Santa Izabel do Rio Negro e São Gabriel da Cachoeira. Ao longo do ano está previsto no cronograma  o lançamento de mais 220 quilômetros de cabos subfluviais que interligarão as cidades de Coari e Tefé pelo leito do Rio Solimões.

Para implantar o projeto, duas empresas brasileiras, com tecnologia nacional, foram escolhidas: Padtec e Prismyan. No piloto do Rio Negro, a Padtec foi o braço de operações do piloto no Rio Negro, responsável por todas as etapas, desde o estudo do leito do rio até o próprio lançamento e teste do cabo óptico.

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