Visa estuda modelos de negócios de inovação aberta para aplicar no Brasil

Visa estuda modelos de negócios de inovação aberta para aplicar no Brasil

O Brasil foi o primeiro país, fora dos Estados Unidos, a ser autorizado pela Visa a implantar um centro de inovações. Essa decisão se deve principalmente ao fato de o mercado brasileiro ser hoje o líder em base de terminais de ponto de venda habilitados com a tecnologia contacless e ainda ter um dos sistemas de automação bancária mais avançados mundialmente. Na preparação para o Visa Innovation Center, que será inaugurado em São Paulo no final do ano, a companhia ainda tem mais uma lição de casa para fazer: definir quais serão os modelos de negócios a serem aplicados para que todos os parceiros – bancos, varejo, startups e outros agentes – possam se beneficiar do conceito de inovação aberta que irá permear as atividades.

“Nós estamos analisando os modelos de negócios mais interessantes que poderão ser adotados e que beneficiem cada elo da cadeia. Tanto que estamos criando o programa Visa Digital Preferred Partners para que essa discussão possa ser ampliada”, comentou Marcelo Sarralha, diretor executivo de produtos. A colaboração é o ponto central do projeto e o papel da Visa será o de fazer a triangulação entre clientes tradicionais, como bancos e varejo, com novas startups e desenvolvedores.

A empresa estabeleceu algumas etapas para lançar o centro de inovação brasileiro, assim como de outros locais já programados (Cingapura e Miami, por exemplo) Uma delas é garantir a interoperabilidade entres sistemas para que uma solução desenvolvida no Brasil possa ser usada na compra de produtos em qualquer outro país. Para o executivo, esse é um ponto muito importante e que vai garantir escala para os parceiros dos futuros projetos do Visa Innovation Center. Além disso, todos os centros de inovação da companhia estarão trabalhando conectados.

A questão da segurança também é um item importante nos pilares estabelecidos pela Visa para preparar o lançamento do centro de inovação. “Nós temos acumulado experiência e ativos importantes nessa área”, observou o executivo. Entre as soluções que colaboram para dar mais segurança nas transações, na sua avaliação, está o portfolio da Cybersource, adquirida em 2010 pela Visa, que fornece gateway para pagamentos permitindo gerenciamento mais efetivo pelas lojas. Da mesma forma, considera que a plataforma de tokenização desenvolvida pela companhia será uma aliada nesse projeto.

Sarralha comenta que a ideia não é ter temas ou produtos determinados previamente para serem desenvolvidos no centro de inovação. “Vamos conversar com os clientes, com as startups para discutir quais são as vocações e quais os caminhos que podemos seguir”, disse. Mas o potencial do mercado brasileiro para transações contacless deverá ser bem explorado. “O Brasil está em primeiro lugar nessa área, com 1,5 milhão a 2 milhões de POS (ponto-de-venda) habilitados para transações desse tipo”, reforçou o executivo. Isso envolve tanto o uso de cartões com pequenas antenas que permitem que a transação seja finalizada diretamente, como a solução desenvolvida em conjunto pelo Bradesco e Visa, como também o uso dos smartphones NFC (Near Field Communications).

O Visa Innovation vai contar com um Briefing Center, um espaço onde as inovações de outros países serão apresentadas aos clientes, o showroom, com exposição dos produtos e tecnologias, e o espaço co-development, onde será possível desenvolver diferentes tipos de prototipagem.

No final do ano, a Visa também deverá apresentar ao mercado uma outra novidade, o lançamento do Visa Checkout. Trata-se de uma solução que ficará disponível a seus clientes em compras digitais para a finalização da compra. “Muitas senhas são exigidas e o consumidor às vezes não se lembra de todas. A nossa proposta é de integrar seus dados bancários e dos cartões para que ele possa efetuar a compra sem problemas. Isso também deverá aumentar a segurança das transações”, disse.

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