Cresce a adoção de nuvem na área pública

Cresce a adoção de nuvem na área pública

A adoção de computação em nuvem na área pública começa a ganhar novos contornos. A resistência inicial, que acabou se prolongando mais tempo que o esperado, finalmente parece estar sendo vencida. Em estágios e estratégias diferentes, as empresas responsáveis pela área de TI dos governos federal, estaduais e municipais, começam a se dedicar ao tema em seus ambientes tecnológicos. O Serpro já conta com cerca de 200 serviços na nuvem, Prodesp decidiu pelo aproveitamento de sua infraestrutura ao elaborar um edital de licitação, Prodam e Prodabel avançam para a fase de concorrência e Procergs está com estudos avançados sobre o temas. Esses exemplos, que podem ter influência sobre a disseminação da plataforma nos governos, foram debatidos hoje durante o 17² Wireless Mundi, realizado em São Paulo.

Para o Serpro, que tem a nuvem em seu eixo de atuação há quase 10 anos, o orquestrador Open Stack, caiu como uma luva na sua decisão de utilizar software livre para bancar o desenvolvimento de sua estrutura de cloud. O órgão trabalha com dois ambientes, um de cloud pública, para a oferta a governos, e outro privado, onde rodam aplicações internas além de ser parte dos trabalhos de desenvolvimento.

Entre os serviços na nuvem do Serpro estão, por exemplo, o Dialoga BR, correio eletrônico e até uma parte do Imposto de Renda. Com o Via Expresso, o órgão tem uma nuvem de comunicação integrada para o governo que ganhou, inclusive, uma nova ferramenta, o Expresso Drive, para compartilhamento de arquivos. E se prepara para lançar a versão Expresso HTML 5.

Marcos Mazoni, presidente do órgão, calcula que nem todos dos aproximadamente 4600 sistemas do Serpro migrarão para nuvem. Por isso, considera estratégico contar com um bom sistema de gestão que possa enxergar serviços distribuídos por vários tipos de nuvens e faça com que eles conversem entre si, sem problemas.

A Prodesp lançou uma concorrência para preparar seu ambiente de nuvem que utiliza como base sua própria infraestrutura. Várias medidas estão sendo tomadas simultaneamente, como conta João Henrique Poiani, diretor de operações da empresa. Por exemplo, a companhia amplia o escopo de licenças necessárias para a preparar o sistema e permitir que a migração possa ser iniciada até o final do ano.

“Queremos avançar na nossa oferta além da infraestrutura como serviço, mas também plataforma como serviço e, no futuro, aplicações como serviço”, ressaltou Poiani.

Lauro Nogueira Terror, presidente da Prodabel, relaciona vários benefícios para sua decisão de fazer uma licitação para escolher um fornecedor dos serviços de nuvem. Entre eles, a possibilidade de concentrar o foco da empresa na melhoria de qualidade de atendimento ao cidadão e não mais atualização da base tecnológica da companhia. Também relaciona como pontos positivos a transferência dos recursos dos gastos de Capex, investimentos, para o Opex, operacional.
A Prodam também se organiza para o mundo cloud computing. Há algumas etapas para se chegar à Nuvem São Paulo e sua oferta de serviços para as autarquias e órgãos municipais da cidade de São Paulo. A nuvem pública provavelmente estará comercial no início de fevereiro, em um combinado de licitações que preveem sua infraestrutura e manutenção. Nessa composição, há contratos já em andamento, como o Microsoft Azzure.

A Procergs, por sua vez, começa a delinear seu projeto de nuvem. Antonio Ramos Gomes, presidente da companhia, disse que a nuvem é um dos 10 pontos que são premissas de um governo digital, de acordo com as estimativas do Gartner. Ele lembra que sem a estrutura de rede não há governo digital, o que lhe dá uma posição competitiva com uma infovia no estado gaúcho. A empresa tem uma capacidade de 2,8 petabytes do qual a metade é ocupada pelo processamento de notas fiscais de 13 estados, mais o Rio Grande do Sul.

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