Redefinição de TI nas empresas coloca pressão sobre capacitação profissional

Redefinição de TI nas empresas coloca pressão sobre capacitação profissional

A redefinição de TI nas empresas, uma discussão que a EMC vem estimulando e envolve a migração da segunda plataforma, que trabalha no tradicional esquema de cliente/servidor, para a terceira, que combina cloud, Big Data, social e mobilidade, traz à tona uma outra questão importante: a necessidade de capacitação profissional para que os novos colaboradores possam transitar com facilidade nos ambientes propostos. Nesse cenário, o cientista de dados é um dos mais requisitados e não muito fácil de ser encontrado. “Ele tem um papel fundamental nessa nova estrutura e a preparação desse profissional é um dos maiores desafios das empresas”, disse Patrícia  Florissi , CTO global da companhia.

A executiva chegou a citar um posicionamento da Harvard Business Review, anunciado há dois anos, que coloca o cientista de dados como a “profissão mais sexy do século 21”. Na sua avaliação, ele é essencial para o Big Data e para a forma como as questões a serem resolvidas com os analíticos mais poderosos serão estruturadas. Cabe a esse profissional, por exemplo, fazer as perguntas certas para a busca de soluções. “A ciência de dados é um esporte coletivo, um time. Ela exige colaboração e qualificação de diversas áreas”, ressaltou a executiva. Esse “transporte de conhecimento” é o que ela acredita ser a chave para a modelagem dos sistemas dessa área.

Para Patrícia, os problemas de qualificação profissional são ainda maiores quando se trata de cloud. E pesa nesse quadro uma questão cultural, a forma como a área de TI vem operando nos últimos anos. “Há quatro grupos, o de storage, de aplicações, de redes e de servidor. Quando há um problema, forma-se um círculo vicioso com um grupo culpando o outro”, afirmou. Com a introdução de cloud computing, esse cenário se altera radicalmente, dissolvendo os grupos mas ao mesmo tempo criando resistências entre os profissionais. Mesmo a forma de desenvolvimento de um projeto não ficou, nem ficará, imune das mudanças.”Antes, você precisava desenhar todo o projeto para dar início ao desenvolvimento. Agora pode começar, e errar, e refazer”, disse.

A questão da capacitação é um ponto que tem preocupado a EMC Brasil, segundo seu presidente Carlos Cunha. “Nós temos apoiado o desenvolvimento desse novo profissional porque sabemos que esse é um ponto muito importante quando se fala de terceira plataforma”, ponderou. E isso pode envolver desde um cientista de dados até um especialista em Hadoop, a solução que permite processamento distribuído para a análise de uma grande quantidade de dados. A questão é tão delicada, disse, que muitas vezes o próprio executivo da área de RH faz parte das negociações do desenvolvimento de um novo projeto.

Nessa estratégia, a EMC fechou acordo com 17 universidades para a área de capacitação em storage mas também Big Data. O próprio Centro de Pesquisas da companhia, no Rio de Janeiro, tem colaborado nesse aspecto, ressaltou Cunha.

Na visão da EMC, a chegada das empresas à terceira plataforma de TI é inevitável, entrando nessa parte o que chama de redefinição de TI. “Redefinir TI é, na verdade, redefinir a empresa”, afirmou Cunha. Patrícia não tem dúvidas de quem não escolher esse caminho correrá um sério risco de figurar na lista das empresas que morreram pelo caminho.

No Brasil, nos quatros pilares da terceira plataforma, o Big Data é o que mais avança. “Acho que Big Data no mercado brasileiro está no mesmo nível dos Estados Unidos, senão mais na frente”, disse Patrícia. Para Cunha, o tradicional gap de um ano que o brasileiro leva para adotar uma nova tecnologia em comparação a outros mercados, como México, não aconteceu com essa tecnologia.

Esse desempenho, na sua avaliação, se deve ao fato de que trata-se de uma solução que pode ser implantada de forma independente, sem ter de interagir com legados, e tem um ROI (retorno sobre o investimento) alto, que alimenta a aplicação de mais recursos nessa área. A redefinição da área de TI é o principal tema do EMC Fórum, realizado hoje em São Paulo.

Leia aqui mais sobre a análise da EMC sobre a adoção da terceira plataforma no Brasil e suas perspectivas para o desempenho do mercado brasileiro.

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