Dispositivos móveis respondem por 16% da movimentação do PayPal no Brasil

Dispositivos móveis respondem por 16% da movimentação do PayPal no Brasil

O PayPal está reforçando sua posição no mercado de meios de pagamento móveis e quer se colocar como parceira e fonte de informação para as empresas nascentes na web. E ainda garantir a sua participação em aplicativos desenvolvidos por seus clientes para atendimento do público. Os próprios resultados da companhia mostram a evolução da presença dos dispositivos móveis no volume de transações efetuados. Mundialmente, esses terminais respondem por 25% e no Brasil chega a 16%. “A mobilidade continua sendo a grande tendência desse setor”, reforçou Paula Paschoal, diretora de Vendas e Desenvolvimento.

No final do ano passado, o PayPal chamou a atenção para os dados levantados por uma pesquisa da Ipsos que já indicava a força da mobilidade. De acordo com o estudo, 34% dos entrevistados realizaram transações via smartphones enquanto 18% o fizeram no tablet. A pesquisa mostrou ainda que no mercado brasileiro de cada R$ 100,00 gastos, R$ 9,00 vieram de compras nos celulares e R$ 5,00 dos tablets.

A projeção feita na ocasião era de que as transações móveis chegariam a R$ 15 bilhões em 2016, o que representaria um crescimento médio de 46%. “Calculamos que este ano o mobile commerce deverá superar essa previsão”, comentou a executiva.

A presença em aplicativos de terceiros tem sido uma das estratégias importantes para a companhia. Como referência, Paula cita três cases considerados bem sucedidos. Um deles envolve a 99 Taxis e que permite que o PayPal seja utilizado para pagamento das corridas. “Nosso sistema foi desenvolvido para assegurar que a partir do cadastro fosse possível realizar a transação, sem mais interferência do usuário. Mas por uma escolha do cliente, foi instituído mais um gatilho para dar mais tranquilidade ao passageiro”, disse a executiva.

Já no caso do grupo Iguatemi, que controla 17 shoppings, um outlet e três torres comerciais, o pagamento dos estacionamentos foi facilitado com a utilização de QR Code que permite que a transação seja finalizada sem etapas adicionais e baseada apenas no cadastramento realizado previamente. Segundo Aline Zarouk, diretora de marketing da empresa, os aplicativos se tornaram uma das melhores formas de comunicação com o cliente e devem ganhar novas funcionalidades em breve.

A parceria com a Vivo foi uma das primeiras fechadas pelo PayPal logo após a instalação de seu escritório no país, há quatro anos. As duas companhias lançaram um serviço de pagamento via celular utilizando a tecnologia USSD. Também foi alinhado um acordo para a participação da empresa de meios de pagamento no negócio de recargas dos créditos dos aparelhos pré-pagos.

Agora, o PayPal prevê uma nova etapa. Para isso, a empresa decidiu mergulhar no universo dos apps o que resultou no primeiro estudo Perfil dos Aplicativos no Brasil, conduzido pela Big Data. “Pouco se conhecia sobre esse mercado fértil para startups e desenvolvedores, importantes públicos-alvo do PayPal”, reforçou Paula.

O levantamento mostra, entre outras coisas, que apenas 2% dos apps ultrapassa a faixa de 10 milhões de downloads e que 84% desse segmento envolve aplicativos gratuitos. “A pesquisa demonstra, por exemplo, que a startup ou o desenvolvedor que deseja ter sucesso deverá buscar um modelo de negócios que preveja um aplicativo gratuito e que conte com fontes alternativas de receita, entre elas a venda de parte do conteúdo ou o uso de banners”, comentou a executiva.

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