Serviço de voz ainda lidera, mas perde espaço nas empresas brasileiras

Serviço de voz ainda lidera, mas perde espaço nas empresas brasileiras

O serviço de voz é o canal de comunicação mais usado nas empresas brasileiras, com 69% de market share, sendo que 59% para falar com fornecedores e 56% para relacionamento com os clientes. No entanto, houve uma queda significativa em relação a anos anteriores, quando chegou a ocupar o espaço preferencial de 80% no mercado corporativo. Esse é o cenário apresentado pela pesquisa “A Conectividade nas Empresas Brasileiras”, realizada pela Embratel em parceria com a Teleco. O estudo também mostra a evolução da mobilidade, inclusive com maior adoção da modalidade BYOD (traga seu próprio dispositivo), expansão de cloud e espaço para crescimento de serviços de TIC.

“Identificamos uma queda significativa no uso de voz mas, apesar disso, ela ainda é predominante”, diz Marcello Miguel, diretor executivo da Embratel. O levantamento analisou as estruturas de Telecom e de TI de 400 empresas de pequeno, médio e grande porte em cinco capitais brasileiras. A edição de 2015 ampliou a participação das companhias de médio e grande porte que, agora, soma 50% do público entrevistado.

De acordo com o levantamento, o uso de e-mails como ferramenta de colaboração é indicado por 92% das companhias que utilizam mensagens. O SMS, mesmo estando pressionado pelos serviços de OTTs (provedores Over The Top, que fornecem o serviço utilizando a Internet), é o segundo colocado, sendo o canal preferido por 58% dos entrevistados. O WhatsApp aparece em destaque na pesquisa com 55%, o que comprova seu crescente uso para comunicação profissional.

O uso de celular corporativo também está crescendo no Brasil. Os números apontam que 73% das empresas pesquisadas disponibilizam aparelhos para os funcionários. Em 2014, apenas 43% ofereciam esse benefício. A oferta de celulares é maior na área administrativa, que responde por 38% dos aparelhos, seguida pelas áreas de vendas (23%) e comercial (21%). O uso de aplicativos corporativos atingiu 9% nas empresas e tende a evoluir, já que o mercado caminha para a mobilidade de processos.

As Redes Sociais foram apontadas como canais complementares nas pesquisas, uma vez que seu uso não é prioritário na comunicação das empresas, mas são utilizadas por 81% delas para contato com clientes. O acesso dos colaboradores às mídias sociais é permitido em 40% das companhias entrevistadas.

As ferramentas de Comunicação Unificada aumentaram em 13% das empresas em 2014, atingindo o patamar de 38% em 2015. As funcionalidades mais utilizadas são videoconferência (48%) e PABX (43%). Um dos principais fatores que contribuiu para o crescimento foi a disponibilidade de soluções gratuitas para videoconferência e o custo/benefício de PABX digital.

A modernização das empresas aumentou consideravelmente no que se refere à infraestrutura e ao uso de computadores com acesso à Internet.  A conexão fixa está presente em 99% das empresas e 80% dos pesquisados possuem conexão Banda Larga. Apenas 19% utilizam acesso via IP dedicado. Serviços de segurança apontaram um grande salto em relação a primeira edição da pesquisa. O número de empresas que adquirem as soluções de proteção passou de 45% em 2014 para 98% em 2015. “Acreditamos que o crescimento se deve ao fato dos empresários estarem mais conscientes e receosos em relação aos eventuais cyber ataques”, comentou Miguel.

Os serviços de Cloud Computing cresceram de 8% para 17% das empresas pesquisadas. O uso se dá principalmente em aplicações de segurança, e-mail, armazenamento e backup. A análise do resultado mostra que o mercado ultrapassou a fase de conhecimento e começou a aderir à nova tecnologia.

Na área de Data Center, a pesquisa indica boas oportunidades para os serviços de armazenamento, pois 75% das empresas consultadas ainda utilizam servidores internos e 13% dos entrevistados armazenam informações nos computadores dos próprios funcionários. A hospedagem externa é uma realidade para 7% das companhias. Esses itens vão merecer atenção especial nos próximos anos.

A mobilidade foi destacada no levantamento. Com o aumento do uso de dispositivos móveis – como tabletes e celulares -, as empresas estão tendo que aderir ao movimento BYOD, que permite que os funcionários levem para o ambiente de trabalho seus equipamentos pessoais. A pesquisa aponta que 59% dos entrevistados já permitem esse uso. Por conta disso, acredita-se que o comportamento também irá gerar novas demandas em termos de TIC (Tecnologia da Informação e de Comunicação), como a contratação de MDM (Mobile Device Management) para segurança e gestão dos dispositivos. Os aplicativos MDM estão presentes em 30% das empresas, que já se preocupam com a adoção de políticas para evitar eventuais invasões.

“A pesquisa foi realizada novamente com profissionais responsáveis pelas áreas de Telecom e TI de empresas de diversos portes, localizadas nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Brasília e Recife. A escolha das localidades foi feita com base em uma metodologia especial para refletir, com margem mínima de erro, a opinião nacional das empresas sobre o uso de sistemas”, afirmou Eduardo Tude, presidente da Teleco.

Para aplicar a pesquisa, a Embratel e a Teleco estudaram profundamente um conjunto de indicadores com o objetivo de avaliar o nível de conectividade das empresas brasileiras. Foram analisados: canal de comunicação mais utilizado, comunicação por voz, por mensagens, dispositivos para conexão de dados, infraestrutura para conexão de dados, Cloud e armazenamento de informações, Redes Sociais e Internet.

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