NFV: América Móvil abre RFI e Telefónica revê contrato com HP

NFV: América Móvil abre RFI e Telefónica revê contrato com HP

O mercado de sistemas de NFV (Network Functions Virtualization) está agitado com o movimento de duas grandes operadoras, América Móvil e Telefónica. No primeiro caso, a empresa mexicana abriu uma RFI (Request for Information) para estabelecer a linha tecnológica desse segmento para suas operações e, em seguida, realizar uma concorrência. Já o grupo espanhol havia anunciado em março a escolha da HP para seu projeto global de virtualização denonimado Unica. No entanto, por problemas de cronograma de entrega de soluções, decidiu fazer nova licitação e abriu uma nova RFP (Request for Proposal).

No caso da América Móvil, a Embratel está replicando o mesmo processo de levantamento de informações. Ou seja, todos os documentos entregues pelos fabricantes no México também serão entregues para a carrier brasileira no Brasil. Em sintonia, a matriz e a subsidiária brasileira irão definir a linha tecnológica que irá nortear o processo de licitação para a compra de equipamentos de virtualização das redes.

O caso da Telefónica é mais sensível. Com a decisão de fazer nova concorrência, a operadora espanhola atrasa um pouco a conclusão do projeto Unica. A Telefónica faria uma implementação completa de plataformas HP OpenNFV, incluindo servidores, software, orquestração e tecnologias de rede, além de contar com os serviços e a tecnologia HP Helion OpenStack para operadoras.A iniciativa envolve a mudança de silos proprietários “verticais” para uma arquitetura aberta unificada “horizontal”, trazendo os futuros recursos de gerenciamento e orquestração (MANO) centralizados e recursos de hardware compartilhados entre serviços, reduzindo os custos operacionais. A HP não comenta a nova licitação da operadora.

A proposta inicial da Telefónica envolve uma abordagem de três fases para implementação da Unica: virtualizar sistemas não críticos, como AAA e Subsistema Multimídia IP (IMS), implantando-os como funções de redes virtuais (VNFs); em seguida transformar em NFV redes core como o virtual Evolved Packet Core (vEPC) para LTE e, por fim, virtualizar sistemas críticos como Home Subscriber Server (HSS) e Home Location Register (HLR).

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