Novo teste pode detectar virtualmente qualquer tipo de vírus que afeta as pessoas

Novo teste pode detectar virtualmente qualquer tipo de vírus que afeta as pessoas

Pesquisadores da Universidade de Washington desenvolveram um novo teste capaz de detectar quase todos os vírus conhecidos que infectam humanos e animais. Ele tem capacidade de encontrar variantes dos vírus que estão geneticamente relacionados. Com esse alcance, ele se torna uma importante ferramenta no diagnóstico médico e traz resultados que podem nem ter sido buscados pelos profissionais.

Batizado de Virocap, o teste foi desenvolvido com a colaboração do McDonnell Genome Institute, da própria Universidade. Com painéis de captação de sequência, ele aumenta substancialmente o MSS (Metagenomic shotgun sequencing) para um conjunto abrangente de vírus. Metagenômica é p estudo de metagenomas – material genético recuperado diretamente a partir de amostras ambientais. Devido as vasto domínio do campo, esta área de estudo também pode ser referenciada como genômica ambiental, ecogenômica ou genômica de comunidade.

A precisão do Virocap ainda precisa ser testada em ensaios clínicos por isso ainda pode levar anos antes que possa ser usado com pacientes, mas a tecnologia já está disponível para os prestadores de serviços de saúde e pesquisadores. Atualmente, os testes existentes não são sensíveis o suficiente para detectar baixos níveis virais ou só estão voltados para detectar vírus que são alvo da suspeita dos profissionais.

Agora, os médicos não precisam saber o que estão procurando, segundo Gregory Storch, diretor de pediatria da Universidade. O estudo publicado no Genome Research mostra os testes de sangue, fezes e secreções nasais feitos em 14 pacientes. Os testes padrão detectaram vírus em apenas 10 pacientes e não conseguiram detectar vírus comuns, tais como parechovirus, influenza B e vírus da herpes.  O novo teste encontrou vírus nos quatro crianças que o teste anterior tinha perdido. Em geral, o número de vírus detectados nos dois grupos de pacientes estudados saltou de 21 para 32, um aumento de 52 %.

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