Platform Thinking e algoritmos, as próximas etapas da economia digital para os CIOs

Platform Thinking e algoritmos, as próximas etapas da economia digital para os CIOs

Os desafios para os CIOs não cessam. E eles sabem disso. E, segundo o Gartner, também sabem que é o momento de construir a plataforma digital em suas empresas e que as implicações da digitalização deixam claro que os modelos de negócios e operacionais estabelecidos não serão suficientes e o momento exige abordagens mais adaptáveis. O conselho dado pela consultoria, durante o Symposium /ITxpo 2015, é que criem um plano para evoluir todas as camadas da plataforma digital de um modo que comecem a imitar as empresas startups. Mas as transformações não param nesse processo batizado de Platform Thinking e há o que a empresa denomina “economia das conexões”, onde para aumentar sua influência, os CIOs precisam se concentrar no poder, escala e dinâmica das empresas digitais baseadas nas conexões entre pessoas e equipamentos, interconexões, relacionamentos e no valor do algoritmos.

Segundo pesquisa realizada pelo Gartner com 2944 CIOs em todo o mundo, há uma expectativa entre esses executivos de que a receita digital cresça de 22% para 41% do total nos próximos cinco anos. No setor público, a previsão é de um aumento de 42% para 72% em processos digitais. “Quando falamos de receita digital não nos referimos apenas ao e-commerce, mas a processos, projetos e outras plataformas de negócios”, comentou David Willis, vice-presidente do Gartner.

No Brasil, a maior parte do trabalho de digitalização se concentra em aprimorar processos operacionais e fazem parte do esforço de redução de custos. Para o Gartner, há grande potencial em buscar receitas digitais no país, mas isso não deverá ocorrer em 2016.

O levantamento mostrou ainda que 40% dos CIOs estão operando de forma bimodal, conjugando a TI tradicional com uma nova estratégia digital. O Brasil, e a América Latina, ficaram abaixo da média mundial nesse aspecto, apenas 28% dos executivos desses países disseram já ter começado o processo. “Tamanho é uma variante importante para ser bimodal”, observou Luis Claudio Mangi, vice-presidente do Gartner Research. Ele cita como exemplo os bancos, que se movem lentamente para cloud, um processo que será inevitável, na sua avaliação. “E ainda há a inércia nas organizações grandes”, completou.

Para Betsy Burton, vice-presidente e analista do Gartner, quando se fala na necessidade de a empresa ganhar valor, não significa que esse é um movimento que envolve unicamente tecnologia, mas pode estar relacionado à consistência das conexões. Ela lembra que há três passos para ganhar essa consistência, dar acesso a tudo que é mais valioso e restrito, receber benefícios de todos os demais recursos existentes e explorar o poder dos vários tipos de redes de computação e informação, e multiplicar, permitindo que conexões interajam diretamente entre si.

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