Com PaaS, JP Morgan economizou US$ 30 milhões em contratos com a VMware

Com PaaS, JP Morgan economizou US$ 30 milhões em contratos com a VMware

Há cinco anos, o banco de investimentos JP Morgan Chase tinha muitos desafios na área tecnológica para superar quando optou pela implantação de um sistema baseado em cloud na modalidade PaaS (Plataforma como serviço) e atendendo ao conceito de Software-Defined Enterprise. Além de ter se tornado um dos maiores cases mundiais de adoção de PaaS, ao longo desse período o banco foi colecionando resultados animadores, como diminuição para 59 dias do até então longo prazo para entrega de novas aplicações e redução de 50% nos gastos de infra. Um dos efeitos mais palpáveis foi a diminuição de US$ 30 milhões no pagamento de licenças do contrato de virtualização com a VMware.

claudio Romão, arquiteto de aplicações da Apprenda, empresa de software PaaS que implantou o sistema no banco, não revela o valor total do contrato com a VMware mas garante que a economia obtida representava um grande percentual do acordo. Mas, ressaltou, essa é apenas uma parte dos benefícios atingidos pela companhia na adoção da plataforma Paas Enterprise que, atualmente, tem cerca de 430 profissionais do time de desenvolvimento em todo o mundo trabalhando em cima dessa solução.

Presente em mais de 60 países, o JP Morgan identificou em 2010 várias limitações que provocavam perda de produtividade, de agilidade e de receitas. Para atender a escala global, as equipes de desenvolvimento trabalhavam com variados ambientes o que prejudicava o já lento tempo de deploy de novas soluções  e causava demora na resposta às demandas do mercado e de clientes. O impacto negativo no desenvolvimento de cada aplicativo era de 20%, o que comprometia performance e time to market.

Com esse diagnóstico, o banco estabeleceu algumas diretrizes que a solução a ser implantada deveria atender. Entre elas uma plataforma única com o conceito Software Defined Enterprise que permitisse a integração com os sistemas novos e com o legado. “O banco queria uma padronização no modelo de desenvolvimento para uma arquitetura cloud, com qualquer aplicação podendo estar na nuvem, mesmo as mais antigas’, ressaltou Romão. Também havia a necessidade de um controle de custos do uso dos recursos de TI, outro gargalo, que pudesse evoluir para um modelo interno de Pay as you go.

Há dois anos, a empresa recorreu à Apprenda, que começou a implantar um sistema no conceito Software-Defined Enterprise. Isso envolveu, por exemplo, uma única plataforma para gerenciar suas aplicações .net e Java. A solução da fornecedora ainda suporta as ferramentas e tecnologia já utilizadas e as futuras e combina todos os recursos de infraestrutura em um único pool de containers para que pudessem ser consumidos pelas equipes de desenvolvimento na forma self service.

Nos primeiros 12 meses, aproximadamente 600 aplicações já rodavam nesse ambiente. De acordo com Romão, atualmente são mais de três mil. No modelo novo, uma camada de inteligência permitiu que os componentes da plataforma pudessem determinar onde e como alocar recursos, o que garantiu mais controle do que está sendo alocado. A movimentação entre os seis data centers da companhia pode ser feita de forma mais simples, o que possibilitou a consolidação desses centro de dados.

Com a padronização dos sistemas de desenvolvimento, houve uma diminuição de 20% nessa tarefa. Os custos de operações de infraestrutura teve uma queda de 45% e houve uma expansão de 50% em máquinas virtuais.

O sucesso obtido pelo JP Morgan elevou também o cacife da Apprenda. Em julho, por exemplo, a empresa obteve US$ 24 milhões de novos recursos, uma rodada de investimentos liderada pela já acionista Safeguard Scientists, com contribuição da New Enterprise Associates e Ignition Partners. Com esses recursos, ela somou US$ 56 milhões já recebidos de investimentos.

O case da JP Morgan foi apresentado hoje por Romão durante o DCD Converged Brasil 2015, que está sendo realizado até amanhã em São Paulo.

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