Queremos mais brasileiros conosco, diz diretor do MIT

Queremos mais brasileiros conosco, diz diretor do MIT

“Nós queremos mais brasileiros no MIT”. O “convite” feito pelo diretor de iniciativas globais, Marcos Munoz, a uma plateia de mais de 800 jovens empreendedores, estudantes e empresários, reflete o esforço de quem, pela primeira vez, realizou no país o Em Tech, a mais importante conferência sobre tecnologias emergentes. Na visão da tradicional instituição de ensino e P&D, essa é uma forma de ajudar o Brasil a construir uma cultura empreendedora com a experiência de quem a partir de seus laboratórios têm um vasto currículo de inovações, como radares, bioengenharia, impressoras 3D, e outros. “Podemos trabalhar juntos”, reforçou.

Um balanço nas atividades do MIT com incentivo ao empreendedorismo mostra o apoio a 26 mil projetos, 3,3 mil empresas cujos resultados, se somados, chegariam a vendas no valor de US$ 2 trilhões. “Seríamos a 12ª economia do mundo”, ressaltou Munoz. Segundo o executivo, a intenção por trás disso não é a de acumular riqueza, mas sim contribuir com soluções que podem “ajudar o mundo”.

Munoz chama a atenção para a pouca presença de brasileiros nesse processo global do MIT. De 13 mil estudantes, apenas 76 são brasileiros e de 11 mil professores, apenas um. “Podemos ajudar a estabelecer parcerias e transformar as suas ideias em negócios”, enfatizou, lembrando que na América Latina o Brasil é o país que mais produz patentes. E disso o instituto tecnológico de Massachusetts entende, com uma produção anual de cerca de US$ 80 mil em patentes.

“O maior legado de uma universidade são seus alunos”, afirmou. Para ele, a realização do Em Tech Brasil é um exemplo de como essa transformação pode ocorrer, principalmente para os inovadores mais jovens. Apesar do evento ter sido realizado pela primeira vez, essa é a segunda versão da premiação de Inovadores com menos de 35 anos, que seleciona os 10 melhores projetos nessa faixa etária. Para Cecília Nicolini, diretora da Em Tech Brasil, a qualidade dos projetos apresentados na primeira edição e o reconhecido desenvolvimento de um ecossistema de inovação no país contribuíram para a decisão de realizar a conferência no país.

Como parceiros no evento, o MIT contou com dois órgãos que têm apostado na inovação. A Finep tem ampliado sua participação junto a startups e aberto linhas de financiamento dentro do Plano Inova Empresa para projetos inovadores. A Apex, por seu lado, vem buscando empresas em setores diversos que apostem em soluções criativas e com diferencial competitivo para apoiar em processo de internacionalização.

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