Sinergias com a Dell vão além de produtos, diz CEO da EMC Brasil

Sinergias com a Dell vão além de produtos, diz CEO da EMC Brasil

O presidente da EMC Brasil, Carlos Cunha, acredita que a configuração formada a partir da proposta de aquisição da empresa pela Dell vai permitir sinergias que vão além de produtos. Na sua avaliação, há também uma complementariedade de mercado, com uma (Dell) posicionada entre as lideres na oferta de soluções para pequenas e médias empresas enquanto a outra (EMC) domina na área de enterprise.

A estratégia para a área de enterprise deverá ser mantida, como já sinalizou Michael Dell, CEO da Dell. E não é para menos, já que se trata de uma fonte de receita importante para a mega empresa que será formada pelas duas companhias atingir a receita estimada de US$ 80 milhões. Segundo Cunha, esse segmento representa um faturamento de US$ 30 milhões.

Ainda no período de “Go Shop”, que resguarda a possibilidade de surgirem novas propostas de aquisição da EMC até o próximo dia 12, a companhia não pode ter qualquer contato com a Dell para saber os planos de integração e de mercado da companhia. Mas Cunha considera que não haverá problemas de integração caso a transação seja confirmada, o que tudo indica que acontecerá. Nem mesmo na área de canais, um ponto que sempre é apontado pelos competidores como um passo crítico. “80% dos nossos parceiros já eram parceiros da Dell”, observou.

Na sua avaliação, essa fusão antecipa a solução de um problema que se colocaria para a EMC no longo prazo: a necessidade de fazer aquisições ou investir mais pesado em novas pesquisas para ampliar seu portfolio de produtos. Cunha lembra ainda que ao oferecer soluções para seus clientes processarem suas transformações digitais, os próprios fornecedores de TI estão sendo forçados a também se transformarem digitalmente.

De acordo com o executivo, a EMC fechará o ano com crescimento em reais, mas considera que o desafio de 2015 foi muito difícil, especialmente o segundo trimestre. Muitos orçamentos de clientes feitos no ano passado, em dólar, foram extremamente afetados pela pressão cambial. Para 2016, acha que haverá uma pequena melhora mas ela se deverá muito mais às expectativas mais de acordo com a realidade econômica que estão sendo consolidadas.

 

 

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