Telefónica Open Future quer marcar presença no país com projetos de crowdworking

Telefónica Open Future quer marcar presença no país com projetos de crowdworking

O Telefónica Open Future, projeto global do grupo espanhol lançado no início de 2014, está chegando ao país. Para marcar a presença desse novo braço de apoio à captura de talentos inovadores, estão sendo negociadas parcerias para a implantação de espaços de coworking, os “crowdworking” que têm como proposta se transformar em centros colaborativos de conhecimento e inovação para startups. Na Espanha, há 15 espaços em funcionamento pelo país, todos implantados por meio de parcerias com governos, empresas e universidades. No Brasil, há negociações em andamento entre os quais com a Ericsson e o Senac.

Pelo tamanho do mercado brasileiro, Ana Segurado, diretora do Telefónica Open Future, acredita que há espaço para até 100 crowdworkings no futuro. Por enquanto, ela quer negociar os acordos para os primeiros que entrarão em operação, ainda sem data marcada. Em cada um deles cabem de 18 a 20 startups que, em geral, ocupam o espaço de cinco a oito meses. “Queremos criar as oportunidades para que as startups que serão selecionadas possam se desenvolver e atingir a maturidade”, disse a executiva.

Tendo sob sua coordenação o Wayra, a aceleradora do grupo espanhol, o projeto vai permitir que os participantes dos crowdworking contem com o apoio dos especialistas desse programa. “Mas a atuação das duas iniciativas será independente”, disse Ana. Na Espanha, os crowdworkings são apoiados também por todo o ecossistema da Telefónica Open Future, que inclui a Talentum, coaching da Telefónica Educação Digital, a Telefónica Ventures, Big Think e a Amerigo, uma rede internacional de fundos de investimento lançada pelo grupo espanhol em 2012.Na América Latina, a Telefónica Open Future já tem um crowdworking no Chile, em Santiago, e também no Equador e na Costa Rica. Nesse projeto, as startups não arcam com qualquer custo para ocuparem o espaço e receberem os incentivos e oportunidades para as quais foram qualificadas.

Os crowdworkings são uma parte importante, mas não única, do projeto Telefónica Open Future, que se propõe a concentrar os projetos voltados à inovação do grupo espanhol.  Somado os esforços do Wayra, Telefonica Ventures e Amerigo, já foram investidos mais de 500 milhões de euros em startups na América Latina e Europa.  E no início do ano anunciou ainda a criação de mais um braço de investimento, o CIP Telco Fund, que conta com recursos da ordem de US$ 200 milhões para aplicar em projetos inovadores em cinco anos.

Hoje, a Telefónica Open Future realizou um debate em São Paulo sobre o ecossistema do empreendedorismo e inovação aberta.

 

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