US$ 45 mil e você terá um satélite, prevê inventor dos drones domésticos

US$ 45 mil e você terá um satélite, prevê inventor dos drones domésticos

Num futuro não muito distante, as pessoas poderão ter seus próprios satélites por um custo razoável, talvez não mais que US$ 45 mil. A previsão pode parecer um pouco exagerada, mas ela foi feita por alguém que ajudou a criar uma indústria de drones comerciais que, em pouco tempo, podem ser adquiridos pelo consumidor por não mais que US$ 100. O mexicano Jordi Munoz lançou o primeiro programa de controle para aeronaves não tripuladas há sete anos e hoje está à frente de uma das maiores empresas desse mercado, a 3D Robotics, que tem um faturamento mensal de US$ 16 milhões. Ele não teme que afetem seu negócio a concorrência de preços, principalmente asiática, e a regulamentação desse tipo de serviços, que está prestes a ser publicada nos Estados Unidos, seu maior mercado. Mas se preocupa mais com a velocidade com que as mudanças e a inovação acontecem.

A história de Munoz tem sido contada várias vezes, pela inovação que desenvolveu na garagem de sua casa na Califórnia, enquanto aguardava o Greencard americano. Hoje, ao falar durante o Em Tech Brasil, ele se entusiasmou mais uma vez para explicar como utilizou os sensores do joystick do Nintendo Wii, que ele dá crédito por sua vida ter mudado e que lhe evitou gastos com acelerômetros, em uma placa Arduino e, depois de várias tentativas, muitos erros e alguns protótipos, conseguiu estabilizar o voo de um helicóptero que operava via controle remoto. “Eliminei a complexidade dos helicópteros, basicamente com software, o que permitiu que os dispositivos se tornassem mais baratos e populares”, afirmou.

Mas antes que fundasse a 3D Robotics, Munoz adotou o processo que considera chave para a inovação, compartilhar informações. No fórum DIYdrones.com conseguiu dicas para aperfeiçoar o sistema e levar adiante sua ideia. E contou ainda com o inesperado, chamar a atenção do ex-editor da Wired, Chris Anderson, que apostou no projeto e hoje é sócio da empresa que, inicialmente, comercializava as placas e o sistema desenvolvido por ele. Hoje se dedica apenas à venda de drones sem uso militar e prepara novos voos, literalmente. Para quem esperava vender a primeira placa em um mês e a vendeu em 14 minutos, os resultados não poderiam ser mais animadores.

Com centro de desenvolvimento em San Diego e fábrica e em sua cidade natal, Tijuana, a 3D tem uma produção mensal da ordem de 40 mil drones. Munoz prevê que os dispositivos se tornarão ainda mais baratos e populares, principalmente pela facilidade de uso, podendo ser operadora facilmente por qualquer pessoa. E promete mais novidades em breve.

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