Com Inatel, Telefónica Open Future inicia projeto de crowdworking no Brasil

Com Inatel, Telefónica Open Future inicia projeto de crowdworking no Brasil

Os crowdworkings, centros colaborativos que dão espaço para empreendedores levarem adiante seus projetos, tem sido um dos instrumentos da Telefónica Open Future na sua proposta de apoiar e ajudar no desenvolvimento de novos talentos e da inovação aberta. Com 15 locais nesse formato na Espanha, três no Chile, um no Equador e outro na Costa Rica, além de dois na China, o projeto global do grupo espanhol anunciou hoje o primeiro crowdworking no país. Ele será aberto em Santa Rita do Sapucaí, em Minas Gerais, em parceria  com a Inatel. As selecionadas para participar desse programa vão contar com  infraestrutura, suporte técnico e mentoria, além de ganharem a oportunidade de serem escolhidas pela aceleradora Wayra.
Com o foco em soluções de telecom e conectividade, o primeiro crowdworking da Telefónica Open Future terá o apoio da Ericsson no desenvolvimento de soluções digitais. O espaço em Minas Gerais ainda está sendo implantado mas, em geral, um projeto desse tipo abriga de 18 a 20 startups que permanecem de cinco a oito meses. Os critérios para a seleção desses empreendimentos ainda estão sendo definidos pelos parceiros.
Ana Segurado, diretora do Telefónica Open Future, ressaltou que a meta para este ano é de buscar parceiros públicos e privados para apoiar e impulsionar a inovação tecnológica. Durante encontro com startups realizado recentemente, a executiva chegou a prever que o Brasil tem espaço para a criação de cerca de 100 crowdsourcings no futuro.
Alexandro Contreras, vice-presidente de Estratégia e Planejamento Corporativo da Telefónica Vivo, considera que esse potencial na América Latina é a “melhor resposta” à desaceleração econômica. “Há um grande ânimo empreendedor – mais de 35% da população do Brasil empreende, muito acima dos 20% dos Estados Unidos –, e o grande salto qualitativo dos profissionais, em termos de formação e experiência devido à melhora econômica dos últimos anos, é um atrativo que não se pode deixar de aproveitar”, disse.
Com o crowdworking, a estrutura da Telefónica Open Future começa a se consolidar no Brasil. O projeto global da Telefònica já tem sob sua responsabilidade a aceleradora Wayra que, no ano passado, movimentou R$ 40 millhões levando em consideração os investimentos levantados pelas 54 startups que apoiou nos últimos anos. A empresa já tem um country manager no país,  Renato Valente, que tem larga experiência tanto em ter uma startup acelerada, na própria Wayra, como a de ser responsável pela coordenação de aceleração da Startup Brasil.
Valente informa que a subsidiária brasileira da Telefónica Open Future, como um projeto global, responderá diretamente à Espanha. Mas conta com o apoio de diversas áreas do grupo espanhol para alinhar as possíveis oportunidades de integração dos projetos que estão sendo desenvolvidos no âmbito do Wayra aos interesses corporativos e estratégicos da companhia. No Brasil, por exemplo, há oito fornecedores de soluções na Telefônica Vivo que nasceram na aceleradora. Desses, quatro são estrangeiros e quatro brasileiros.
Em alguns casos, o apoio Wayra pode ser feito por dois países. O executivo cita como exemplo duas startups, a Trocafone ( a maior entre as empresas apoiadas pela aceleradora) e a Reglare, ambas que contam com investimentos conjuntos das unidades brasileiras e argentinas.
A participação no crowdworking não dá à startup um acesso direto à Wayra, segundo Valente. Mas conforme o desenvolvimento do projeto,  essa aproximação pode se tornar mais fácil e rápida. Depois do Wayra, a empresa se organiza para fazer rodadas de investimentos, contando ainda entre os prováveis investidores com o fundo de capital Amérigo, criado pela própria Telefónica em 2012 para apoiar empresas sul americanas e espanholas  com reservas iniciais de US$ 378 milhões.

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