LTE para aumentar produtividade da lavoura da cana-de-açúcar

LTE para aumentar produtividade da lavoura da cana-de-açúcar

Aplicar recursos de Tecnologia da Informação para aumentar a produtividade da lavoura de cana-de-açúcar e a eficiência dos processos relacionados à produção de açúcar e etanol. Esse é o principal objetivo do projeto que o CPqD vem conduzindo em parceria com o Grupo São Martinho – um dos maiores do setor sucroalcooleiro do Brasil – e que conta com o apoio do BNDES, por intermédio do PAISS Agrícola, iniciativa destinada a fomentar o desenvolvimento tecnológico e a inovação nessa área.

Com dois anos de duração, o projeto prevê o desenvolvimento de rede móvel de quarta geração baseada na tecnologia LTE (Long Term Evolution) e adaptada às condições operacionais do setor sucroalcooleiro, em conjunto com uma infraestrutura de sensoriamento com tecnologia RFID (identificação por radiofrequência). Esses recursos, integrados, permitirão a coleta de informações no campo, em tempo real.

Na primeira fase do projeto, que conta com o suporte do BNDES Fundo Tecnológico (Funtec), estão incluídas a pesquisa e desenvolvimento da arquitetura de rede, de equipamentos e aplicativos e, ainda, a implantação de um piloto em uma das usinas do Grupo São Martinho. O foco é a criação de uma infraestrutura de comunicação e sensoriamento eficiente e flexível, capaz de aumentar a eficiência das operações no campo em todas as suas fases – do plantio e colheita da cana-de-açúcar até o seu transporte para as linhas de processamento industrial.

“A rede de comunicação LTE viabilizará células com raio de cobertura de dezenas de quilômetros, provendo mobilidade, qualidade de serviço e taxas elevadas de transmissão, por meio de arquitetura composta de estação radiobase e terminais veiculares adaptados aos requisitos operacionais das usinas de cana”, explica Fabrício Lira Figueiredo, gerente de Tecnologias de Comunicações sem Fio do CPqD e coordenador geral da primeira fase desse projeto. “Esse sistema permitirá a coleta de dados no campo e seu envio, em tempo real, para bancos de dados e aplicativos, proporcionando aumento da eficiência operacional agrícola e fomentando a inovação tecnológica no setor”, acrescenta.

“No caso do sensoriamento, leitores e etiquetas RFID serão colocados nos elementos envolvidos no processo de colheita da cana (como trator, colhedoras, carretas e caminhões, por exemplo), para identificação dos equipamentos e coleta de dados que permitirão a gestão e a rastreabilidade da cana em tempo real”, afirma Clovis Magri Cabreira, da Gerência de Desenvolvimento de Dispositivos e Sensores do CPqD. “Esses dados serão enviados, via rede sem fio, a uma central de controle no centro de operações da usina, que passará a dispor de um banco de dados com informações recebidas do campo. A partir desses dados e com o auxílio de softwares específicos, a usina terá condições de apurar com mais agilidade a quantidade de cana produzida em cada área, a quantidade enviada às moendas, o posicionamento e distribuição de sua frota agrícola, além de indicadores como horas trabalhadas e produtividade por operador ou colhedora, entre outros”, acrescenta.

As tecnologias de produto relacionadas aos sistemas LTE e de sensoriamento RFID resultantes do projeto serão licenciadas para a JÁ!, empresa do Universo CPqD que terá a responsabilidade de produzir e comercializar esses equipamentos, além de prestar serviços associados.

“Os resultados dessa fase vão assegurar a conectividade necessária para que ocorra a transmissão de dados do campo para o nosso Centro de Operações Agrícolas (COA)”, destaca Walter Maccheroni, Gestor de Inovação do Grupo São Martinho. “Com essa integração e com a expansão da nova infraestrutura de comunicação e sensoriamento para as outras usinas do grupo, também prevista na segunda fase do projeto, ganharemos uma capacidade de análise única, que certamente vai ampliar nossa competitividade no mercado”, conclui.

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