T-Systems retoma iniciativas no mercado de carros conectados

Nem mesmo a desaceleração econômica está assustando a T-Systems no seu objetivo de retomar suas iniciativas no mercado de carros conectados. Depois de ter realizado no ano passado cinco provas de conceito no Brasil para a oferta de sistemas de captura e gestão de informações nessa área e ver projetos sendo postergados pelas montadoras, a companhia entendeu que é preciso uma nova abordagem para que essa área seja reativada: estabelecer um forte ecossistema que colabore para dissipar uma das principais barreiras do avanço desses veículos, o custo.

Vice-presidente da área de Vendas para a Divisão Automotiva da T-Systems do Brasil e membro do Management Board Brasil e da divisão Automotiva Global, Camilo Rubim não tem dúvidas de que trata-se de um mercado que terá grande importância em poucos anos e que é preciso encontrar alternativas para que ele possa evoluir. “As montadoras estão com margens apertadas em função de quedas de venda, enfrentam uma concorrência forte e não irão bancar sozinhas o custo do carro conectado que, até agora, não tem seu benefício reconhecido pelo consumidor. Acredito que outras áreas de interesse, como seguros, redes de concessionárias e outros setores poderão participar de consórcios que dividam esse acréscimo no valor do veículo e desenvolvam soluções do interesse de todos”, afirmou.

E é essa articulação que a T-Systems quer ajudar lembrando os benefícios que a conectividade pode trazer para outras áreas. A de seguros, por exemplo, poderia ganhar com a análise dos dados do condutor, inclusive estabelecendo prêmios de acordo com o perfil do motorista. Para as redes de revenda, haveria uma forma mais eficiente de atender seus clientes e garantir fidelidade, como o diagnóstico remoto.

Enquanto conversa com os setores envolvidos, a T-Systems continua desenvolvendo e lançando soluções desse mercado que, na avaliação de Rubim, deverá se manter estável dentro das receitas da subsidiária brasileira. Entre as áreas, está a de veículos agrícolas para a qual a empresa tem solução que permite monitorar os veículos, inclusive fazendo com que obedeçam a parâmetros de velocidade, por exemplo.

Com a Fiat Pernambuco, a área automotiva da companhia fechou um acordo para a implantação de solução que permite o rastreamento dos veículos recém saídos da linha de produção, por meio de etiquetas digitais, que permite que sejam localizados nos pátios caso precisem de alguma reparação, por exemplo. “Antes muito tempo era perdido para tentar localizar um veículo nos pátios para incluir alguma peça que ficou faltando na linha de produção, ou atender a qualquer outro tipo de necessidade de localização”, afirmou.

A empresa também conduz outras provas de conceito, como a realizada com a Mitsubishi para levar para os smartphones dos funcionários das revendas todas as ações possíveis junto aos seus clientes que podem alavancar leads. Rubim acredita no mercado automotivo e que em breve os projetos que foram postergados possam ser retomados, elevando a movimentação nesse setor. Inclusive de carros conectados que, na sua avaliação, tem recebido também impulso de outra área que até recentemente entrava na lista dos obstáculos, a própria expansão de cobertura, e qualidade, das redes móveis de quarta geração.

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