Crise desacelerou a inovação, diz Amcham

Uma pesquisa da Ancham com 100 empresários que participaram do programa + Competitividade Brasil da entidade constatou que os investimentos em inovação no país desaceleraram. De acordo com o levantamento, 65% das companhias ouvidas reduziram investimentos nessa área e a maior alegação para isso foi a maior pressão por resultados.

Mas para 39% dos que disseram que diminuíram os recursos aplicados em inovação havia possibilidade de retomada dos projetos quando a economia se estabilizar enquanto 26% não apresentaram perspectivas de retomada no curto prazo. Já 35% consideram esse investimento estratégico e pretendem mantê-lo independente do cenário econômico.

Os empresários presentes relataram as propostas que consideram importantes para estimular o ambiente de pesquisa & desenvolvimento no País. Segundo eles, em ordem de prioridade, são: desburocratização de processos internos e externos (69%); maior incentivo as startups (13%); e legislação, adoção e incentivo a realização de Parcerias Universidade-Empresa (13%). Por último, aparece a retomada e continuidade do programa Ciência Sem Fronteiras (4%)

Das empresas que continuam investimento em ganhos de produtividade via inovação, algumas novas ações são prioridades no curto prazo. Foram listadas: aumento do orçamento para pesquisa & desenvolvimento (25%); adoção de práticas de open innovation (22%); busca por parcerias com universidades brasileiras e internacionais (13%); e aquisição de startups inovadoras (7%).

Mesmo com redução de investimentos, 37% dos empresários ouvidos pela Amcham avaliaram que a produtividade da companhia permaneceu estável quando comparado 1º trimestre de 2016 com o último de 2015. 32% deles empataram ao sinalizar o que diminui ou aumentou.

Sobre os principais obstáculos para ganhos de produtividade na economia, o empresariado enumera os seguintes gargalos: carga tributária (39%); qualificação da mão de obra (27%); burocracia; (16%) baixo nível de inserção no comércio global (10%), e custo de capital (8%).

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