Diariamente 600 mil pessoas no mundo ficam online pela primeira vez, diz estudo

Diariamente 600 mil pessoas no mundo ficam online pela primeira vez, diz estudo

Um estudo realizado pela GSMA mostra que diariamente em todo o mundo 600 mil pessoas ficam online pela primeira vez, apoiadas por um ecossistema altamente interdependente de empresas. Segundo o levantamento, no ano passado os serviços on-line representaram quase metade das receitas de todo o ecossistema da Internet (47%, 1,4 trilhão de euros). Entre estes, algumas empresas poderosas estão expandindo sua influência por aquisição de companhias em outros segmentos.

Embora a receita de conectividade com a internet estejam crescendo, a proporção do valor captado pelos players de conectividade está em declínio. A receita de conectividade cresceu de 199 bilhões de euros em 2008 para 508 bilhões de euros em 2015, mas isto representa uma participação menor do total da cadeia de valor da Internet, um declínio de 18% para 17%, com uma queda contínua esperada para 14% em 2020.

Para as operadoras de redes móveis, as receitas de conectividade geradas pelo aumento do uso da internet não estão compensando a queda nas receitas dos serviços de comunicação tradicionais. Além disso, as receitas de dados móveis também deverão crescer a uma taxa menor do que o crescimento de outros segmentos. Essas tendências impõem desafios para o investimento em redes móveis que sustentem o crescimento do ecossistema da Internet.

Segundo a GSMA, o ecossistema da Internet está amadurecendo. A inovação e o desenvolvimento técnico ainda prosseguem em bom ritmo, mas as maiores operadoras em qualquer segmento oferecem retornos e margens de lucro mais elevados. Elas têm garantido sua posição de liderança e poucas empresas novas conseguem alcançar escala. Por exemplo, onze dos quinze principais sites norte-americanos visitados por usuários em 2009 ainda estavam entre os top 15 em 2015.

De acordo com o estudo, as interdependências entre os segmentos da cadeia de valor são poderosas e complexas. Decisões tomadas com uma visão estreita poderão ser seriamente falhas, seja para uma empresa que pode não considerar ameaças competitivas mais amplas ou para um regulador que julga incorretamente a verdadeira natureza da dinâmica competitiva.

A mudança do cenário exige um enquadramento holístico da política. Embora a Internet tenha transformado os setores e impulsionado a produtividade em um nível global, seu impacto pode ser diferente em nível setorial ou nacional. É necessário um enquadramento político holístico que reconheça a mudança no cenário competitivo, a presença de mercados mais amplos e multifacetados e o dinamismo dos ecossistemas digitais.

O estuado também alerta que é preciso debater mais os aspectos da política da concorrência em toda a cadeia de valor da Internet. A forte concentração de retorno e entrada de capital para alguns segmentos da Internet, a crescente influência de algumas entidades da Internet por meio de sua abordagem de portfólio e a mudança na dinâmica da concorrência indicam a necessidade de um debate sobre o quadro da política de concorrência no futuro.

“A conectividade é o cerne do ecossistema digital, mas os enquadramentos políticos e regulatórios não foram modernizados para refletir essas novas dinâmicas do mercado provocadas pela Internet”, comentou  John Giusti, Chief Regulatory da GSMA. “Esperamos que esse estudo seja uma contribuição útil, no momento em que os formuladores de políticas estão pensando sobre as implicações políticas do ecossistema digital e nós os incentivamos a eliminar a regulamentação desnecessária para fomentar a inovação e promover benefícios para o consumidor”, finalizou.

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