PromonLogicalis reforça áreas estratégicas

PromonLogicalis reforça áreas estratégicas

A PromonLogicalis trabalha com várias projeções para estabelecer sua estratégia de crescimento. Mas duas delas são consideradas prioritárias para a evolução das operadoras de telecom. O exponencial crescimento do tráfego que está exigindo uma nova visão e estruturas para garantir a conectividade e a experiência do cliente que está se tornando crucial para o crescimento e fidelidade dos consumidores.

Para se sintonizar com essas necessidades, a companhia tem como arma um portofolio amplo dividido em áreas que mesmo trabalhando de forma independente procuram colaborar com soluções integradas. Essa investida engloba um espectro grande, que passa por sistemas de acesso, redes, IoT (Internet das Coisas), infraestrutura definida por software, nuvem e chega até o gerenciamento da base  de usuários.

No resultado de 2014, divulgado em junho do ano passado, a PromonLogicalis comemorou a marca de R$ 1 bilhão em receita líquida no Brasil e com projeção de expansão de 6% este ano, apesar das condições adversas. No primeiro semestre de seu ano fiscal de 2015, de março a agosto do ano passado, alcançou uma receita líquida de R$ 460 milhões, 18% a mais na comparação anual.

Fabio Hashimoto, diretor de tecnologia, acredita que muitas mudanças estão a caminho e terão impacto nas arquiteturas de redes das operadoras. E quer manter nesse processo de transformação o protagonismo conquistado pela companhia na implementação de backbones de transportes móveis e também as plataformas 3G/4G e já de olho na quinta geração. Mas a empresa também procura se posicionar bem em tecnologias emergentes, como NFV (Network Function Virtualization), SDN (Software Defined Network) e IoT (Internet das Coisas).

Segundo o executivo, já surgiram as primeiras RFIs (Request for Information) sobre a plataforma NFV, concorrências estão prestes a acontecer e ele acredita que os primeiros contratos deverão ser assinados ainda este ano. Na sua avaliação, a tecnologia está amadurecendo e ainda exige um grande programa de capacitação dos funcionários que vão trabalhar nesse novo ambiente. Mesmo a PromonLogicalis procurou montar grupos multidisciplinares para aprofundar o tema. Esse movimento, ressaltou, também precisa vir acompanhado de uma evolução adequada nas áreas de OSS/BSS.

Para SDN o processo pode ser um pouco mais lento, mas não muito e o mercado deve se desenvolver a partir do próximo ano. A PromonLogicalis tem também uma aposta forte em IoT tanto que no ano passado lançou a IoT Cloud Platform que lhe permite viabilizar uma gama de projetos de clientes. Para a empresa, essa plataforma terá uma participação importante no desenvolvimento e implantação de cidades inteligentes. A própria empresa tem apresentado aplicações nesse sentido.

Christian Maki e Larisse Góis, executivos à frente das áreas de acessos e redes, respectivamente, têm sob suas responsabilidades um faturamento conjunto que responde por 50% a 60% da receita companhia. E, ao mesmo tempo, o desafio de buscar soluções inovadoras para um cenário cada vez  mais complexo tanto para a arquitetura de redes quanto a combinação de múltiplas tecnologias de acesso.

Segundo Larisse, isso inclui, por exemplo, intensificar junto às operadoras a consciência sobre os benefícios que podem alcançar em termos de flexibilidade, aumento de capacidade e diminuição de custos operacionais com o uso de soluções convergentes entre as camadas IP e de transporte óptico. Para a executiva, trata-se de um movimento importante para garantir a performance das redes e atender à crescente demanda por conexão.

A demanda das operadoras nessas duas áreas tem sido intensas e exige aplicação de múltiplas tecnologias. Como o sistema DWDM, em parceria com a Cisco, tecnologia óptica utilizada para aumentar a banda dos backbones permitindo canais de altíssima velocidade. Também aumenta a pressão por soluções que garantam mais qualidade no ambiente indoor, exigindo uma combinação de soluções como small cells e hotspots WiFi.

Um dos trials em andamento com as operadoras diz respeito ao Wi-Fi Calling, que permite que voz e SMS do celular sejam transmitidos para a tele via internet. “É um quebra-cabeça interessante porque se aproveita a rede de telecom de um lado e sai por outro acesso, de forma controlada e com o mesmo padrão de qualidade dos serviços móveis”, comentou Maki.

Com uma complexidade menor, mas com uma exigência grande de qualidade, a PromonLogicalis também se prepara para a oferta de soluções de VoLTE, ou voz sobre LTE, que começa a entrar no cardápio das operadoras.

As teles têm uma outra tarefa de casa que não passa despercebida para a Promologicalis: identificar o perfil de seu cliente e, dessa forma, se antecipar a possíveis demandas e ofertas de serviços. Sua resposta para isso se dá via CEM (Customer Experience Management) que compõem iniciativas complexas e tem como proposta fazer a diferença no negócios das operadoras.

“Ele permite visualizar a experiência completa do cliente e enxergar a cadeia de valor como um todo”, comentou Jhuli Takahara. Os processos dessa cadeia cobertos vão desde os indicadores de contratação de serviços, planos e promoções, passando pela medição da experiência do usuário em voz e dados, comparações do que foi contratado e utilizado até a abordagem com o cliente dos diversos canais de atendimento. De quebra, ainda permite extrair dados sobre o comportamento da rede.

Para Jhuli, o CEM promove uma verdadeira reestruturação para atender os padrões de qualidade exigidos. “Sempre com o cliente no centro da operação’, acrescentou.

Para chegar a isso, a solução combina diversos recursos analíticos, sensores e vários indicadores. “Para a operadora, essa é uma visão estratégica e de nível executivo”, completou.

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