Estabelecer a cultura digital é maior desafio para os bancos, diz Roberto Setúbal

Estabelecer a cultura digital é maior desafio para os bancos, diz Roberto Setúbal

Filho de engenheiro, Roberto Egídio Setúbal, presidente do Itaú-Unibanco, alimentou desde cedo proximidade, e entusiasmo, pela tecnologia. A evolução dos meios de acesso à web, na sua avaliação, é uma forma positiva de garantir uma forma direta de as empresas falarem com os clientes ao mesmo tempo que se promove redução de custos. “A tecnologia tem um impacto muito grande no nosso negócio e temos o desafio de promover uma cultura digital internamente. Se não formos nós mesmos digitais, não conseguiremos entregar um banco com esse perfil para o cliente”, analisou.

Durante o Ciab Febraban 2016, o executivo abordou os outros dois pilares que, ao lado da cultura digital, completam a estratégia da instituição financeira, o negócio e a marca. No primeiro caso, ele considera que é preciso pensar em soluções que façam sentido para o cliente e gerem resultados. “Não acredito em soluções que não geram resultados”, afirmou.

Os resultados dos investimentos digitais, na sua avaliação, fecham a conta de alto nível de adoção e satisfação dos clientes. No ano passado, por exemplo, 20% das transações foram feitas via celular e 51% pela Internet. Os resultados nas redes sociais também são animadores, de acordo com Setúbal. No Facebook, por exemplo, a fanpage do banco conta com 8,3 milhões de seguidores, no Twitter tem 604 mil, o canal do Youtube tem 144 mil e no Instagram acumula 108 mil.

Sem medo das fintechs

Setúbal sabe que o tempo com que os bancos precisam desenvolver soluções está cada vez mais acelerado. “De meses passamos para semanas, de semanas para horas”, disse. Isso significou, por exemplo, 56 versões de releases de apps em 2015 com uma nova versão a cada 15 dias.

Esse ritmo não é vem apenas pela pressão dos clientes por novas soluções. O executivo admite que também há muita pressão sobre os bancos por parte das fintechs. Mas, na sua opinião, ao mesmo tempo que podem consistir em uma ameaça para os sistemas tradicionais financeiros, essas startups de tecnologia também podem ser uma oportunidade.”Desafio porque é um concorrente que, em alguns casos, tem produtos de alta qualidade e podem competir em melhores condições com os bancos em velocidade e qualidade. Oportunidade porque podemos fazer parcerias e aprender muito com elas” comentou. esta ao algumas com produtos de alta qulqidedade desafio pros bancos competir em velocidade e qualidade

O cenário das fintechs em outros países, onde se discute a necessidade ou não de regulamentação, não é o mesmo do Brasil, ressaltou. “No mundo todo muitas as fintechs tiveram sucesso mas praticamente estão praticando arbitragem regulatória fazendo atividades fora do sistema financeir, onde estão menos sujeitas à questao regulatória e impostos e ganham facilidade pra montar seus negócios”, observou.

No Brasil, a situação é diferente. “Atualmente, o Conselho Monetário Nacional é responsável pela atividade de todo pagamento, mesmo empresas não financeiras. É proibido por lei a intermediação financeira fora de banco e a regra vai ficar uniforme para todo mundo”, disse.

Enfim, a nuvem

Muitos anos de discussão e obstáculos e finalmente o Itaú Unibanco começa a construir seu sistema de computação em nuvem. Segundo Setúbal, ela será implantada ainda este ano mas sua utilização maciça se dará a partir de 2017. Será uma cloud privada que, inicialmente, está recebendo todos os aplicativos e os sistemas nativos digitais.

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