Rio Galeão investe R$ 90 milhões em modernização da infraestrutura

De agosto de 2014, quando o consórcio Rio Galeão (Odebrechet em parceria com a Changi Airport, de Singapura, e Infraero) assumiu oficialmente a gestão do aeroporto internacional Tom Jobim, no Rio de Janeiro, até agora praticamente nada sobrou do legado tecnológico. Nesse período, foram investidos no total R$ 90 milhões na modernização de redes, um backbone para uso interno de 100 quilômetros, novos sistemas e a criação de um Centro Integrado de Informações. O projeto contempla, inclusive, a instalação de beacons ou sistemas de proximidade em ambientes fechados. De olho nas Olimpíadas 2016, também foi lançado um aplicativo com georreferenciamento que oferece aos passageiros vários serviços dentro do próprio aeroporto.

Os Jogos Olímpicos e Paralímpicos, por sinal, foram um dos grandes motivadores da atualização tecnológica do aeroporto. Com um tráfego anual de 17 milhões de passageiros e 45 mil pessoas diariamente, o movimento diário poderá chegar a 90 mil turistas nos dias de maior pico dos jogos. Mas muito além dos jogos há outra estratégia igualmente importante, a de levar para as mãos do aeroporto a proximidade com o passageiro — e suas informações — o que, tradicionalmente, é privilégio das companhias aéreas.

A HPE, seja com seus próprios produtos ou via Aruba, empresa adquirida por ela, está entre os maiores parceiros tecnológicos nessa investida do Rio Galeão. Segundo Alexandre Villeroy, CIO da companhia, entre os motivos que levaram à escolha desse fornecedores está o suporte oferecido ao novo protocolo utilizado (SPBM – Shortest Path Bridging MAC) havia flexibilidade para a entrada de produtos de terceiros caso fosse necessário. Isso se traduziu também no melhor TCO, ou custo total de propriedade.

Dos equipamentos adquiridos nessa fase estão pontos de acesso 802.11 Aruba série 200 e controlador de mobilidade série 7200, switches HPE FlexNetworj, FlexFabric e software de gerenciamento de rede HPE Aruba. O trabalho de implantação dos novos sistema foi feito por um parceiro de canal, a Ziva. Além disso, estão sendo instalados solução Mobile Engagement da Aruba, o que inclui mais de 3 mil beacons e a plataforma de aplicativo móvel Meridian.

A plataforma Meridian também teve papel importante no desenvolvimento do aplicativo Rio 2016, feito pela Accenture Digital que se responsabilizou ainda pela integração do app. Sua proposta é de fornecer diversos tipos de informações, como localização, voos, orientações e notificações por push.

Na avaliação de Villeroy, o aplicativo concentra um potencial grande de geração de negócios para os parceiros do aeroporto, que podem ser de companhias aéreas, lojas instaladas na área a terceiros. Baseados na identificação e localização do passageiro, por exemplo, poderão ser oferecidas promoções exclusivas e customizadas. Os beacons distribuídos pelo aeroporto também favorecem a criação de novos serviços, que serão apoiados por soluções de Big Data.

“Uma função clara do aplicativo é apoiar a melhoria de experiência do passageiro. Isso nos aproxima dele além de ser um hub importante para a geração de novos negócios”, comentou Renata Pinheiro, diretora de marketing do Rio Galeão. Segundo a executiva, a ampliação do aeroporto também recebeu investimentos significativos que resultaram em 26 novas pontes de embarque e novas lojas distribuídos em 100 mil metros quadrados adicionais.

Apesar de menos visível, a nova infraestrutura tecnológica também chama a atenção. O backbone de 100 quilômetros que circunda a própria estrutura do aeroporto ficará disponível para as companhias aéreas e lojas, além da própria administração. Com as companhias aéreas há mais projetos futuros que poderão colocar o Galeão entre os aeroportos mais modernos do mundo, como a utilização automática de tags para as bagagens e a instalação do sistema bag drops, no qual o próprio passageiro coloca suas malas na esteira. “Há uma série de inovações que estamos planejando”, garante o CIO.

Segundo Villeroy, a infraestrutura básica para a implantação desses novos serviços está praticamente pronta. Mas algumas evoluções, como o SDN (Software Defined Network) e NFV (Network Function Virtualization) estão no radar da concessionária. O data center do Rio Galeão tem 300 servidores, dos quais 99% são virtuais.  A empresa também quer se concentrar no alto volume de dados gerados no local. Somente as 800 câmeras instaladas e os 9 mil pontos ativos de rede geram, por exemplo, mais de 2 petabytes de dados.  A estrutura tecnológica contempla ainda 600 pontos de acesso que têm capacidade para 5 mil usuários.

 

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