Salesforce cresce no Brasil. Mas quer mais.

Salesforce cresce no Brasil. Mas quer mais.

Ao que tudo indica, o mercado brasileiro continua dando motivos para que o CEO mundial da Salesforce, Mark Benioff, não se arrependa de ter escolhido o país como um dos quais investiria no seu processo de internacionalização desenhado em 2013. A operação brasileira, que na época já ocupava a oitava posição nos negócios da companhia, continua entre as maiores e com grande perspectivas de crescimento. A velocidade com que isso acontecerá não é divulgada, mas a aposta é de que não será muito diferente da perspectiva da matriz de expandir este ano cerca de 30%.

Criada há 16 anos, a Salesforce tem mantido nesse período a sua aura de empresa inovadora, o que a levou a uma valorização de mercado de US$ 55 milhões. Isso vem desde que Benioff enxergou no cloud, ainda na década de 90, o potencial para que ele se transformasse em uma força motriz para os ecossistemas empresariais. Construíndo uma companhia que o colocou em primeiro lugar no mercado mundial de CRM (Customer Relationship Management), também se antecipou a um outro ponto que se mostraria fundamental para o futuro que é a forma com que as companhias se relacionariam com seus clientes e a necessária automação das forças de venda.

“Benioff se inspirou muito na Amazon e na sua forma de relacionamento com os clientes e suas necessidades para criar a nossa plataforma de CRM”, comentou Daniel Hoe, diretor de marketing para a América Latina. Agilidade, serviços inovadores e acesso rápido e seguro às informações nortearam o caminho da Salesforce no desenvolvimento de seus produtos. Hoje, o CRM continua sendo o grande pilar, mas a empresa já avançou em áreas importantes como aplicativos, a digitalização dos processos de negócios e a gestão dos clientes na nuvem.

A IoT (Internet das Coisas) está há algum tempo no radar da Salesforce que a enquadrou no futuro do relacionamento com os clientes. A empresa lançou o IoT Cloud e já tem cases interessantes nessa área. Hoe conta, como exemplo, que a Honeywell desenvolveu um termostato, que utiliza a solução da companhia, que abre o chamado para a central quando apresentar um problema. Esse sistema está é um projeto global que está em testes. Nessa mesma linha, a Cisco tem um trial de roteadores que abrirão seu próprios chamados quando necessário assim como as turbinas da GE avisam na linha de produção que algum defeito foi localizado.

No Brasil, onde tem escritório há três anos, a empresa conta com mais de 2500 clientes. Entre eles a Embraer, que em julho de 2014 implantou a plataforma Force.com para os processos de venda de serviços, para aeronaves, atendimento ao cliente e marketing da aviação comercial. Também utiliza o aplicativo móvel Salesforce1 em campo para garantir comunicação rápida e colaboração entre as áreas da companhia em todo o mundo. No Hospital Samaritano, Hoe conta que foi feita uma reengenharia na área de atendimento aos pacientes e os relacionamentos com médicos, fornecedores e operadoras de saúde.

Apesar de ainda ter na lista empresas como a Petrobras e a própria GE, nem só de grandes clientes vive a Salesforce, que teve uma grande penetração nas pequenas e médias. “Temos de clientes que têm apenas dois funcionários ou um único profissional”, disse Hoe. Isso aproxima bastante a empresa do universo das startups. “De 150 mil clientes mundiais, acredito que perto de 60 mil são startups”, comenta o executivo.

Mas o momento para a Salesforce é de verticalizar, buscando aperfeiçoar sua presença em alguns mercados, como finanças, marketing digital e educação. Uma demanda importante também vem do setor automotivo,. “A Nissan, por exemplo, é nossa cliente e tem trabalhado bem com o conceito de que seu negócio está cada vez mais vinculado ao CRM”, observou.

Mas nem só de grandes clientes vive a Salesforce, que teve uma grande penetração nas pequenas e médias. “Temos de clientes que têm apenas dois funcionários ou um único profissional”, disse Hoe. Isso aproxima bastante a empresa do universo das startups. “De 150 mil clientes mundiais, acredito que perto de 60 mil são startups”, comenta o executivo.

Conhecido por sua agressividade comercial e seu ativismo por algumas causas sociais que escolhe, assim como a política de filantropia implantada na própria empresa, Benioff parece atrair sempre os holofotes para si e para a companhia. De 2006 para cá, promoveu uma série de aquisições ampliando o perfil de serviços. A mais recente foi a compra da Demandware, que tem uma plataforma baseada em cloud para e-commerce.

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