Saúde: mercados emergentes são pioneiros em tecnologias conectadas

Saúde: mercados emergentes são pioneiros em tecnologias conectadas

A Royal Philips divulgou os resultados da primeira edição do Future Health Index (FHI), um extenso estudo que revela a forma como os países estão posicionados para atender a longo prazo os desafios da saúde mundial, por meio de integração e de tecnologias conectadas de saúde. A fim de melhorar a qualidade, o acesso e a capacidade financeira para adquirir os cuidados necessários com a saúde, os sistemas de assistência médica em todo o mundo estão se focando menos em modelos hospitalares convencionais e mais em novos modelos integrados e coordenados por todas o ciclo da Saúde – Hábitos para uma vida saudável, prevenção, diagnóstico, tratamento e atendimento domiciliar. No que se trata de tecnologias conectadas, os mercados emergentes apresentam maior nível de adoção dos que os desenvolvidos.

O estudo, que será atualizado anualmente, foi realizado em parceria com uma empresa de pesquisa de mercado global, de forma independente, em 13 países nos últimos meses. Mais de 2.600 profissionais de saúde e 25 mil pacientes participaram na Austrália, Brasil, China, França, Alemanha, Japão, Holanda, Singapura, África do Sul, Suécia, Emirados Árabes Unidos, Reino Unido e EUA.

Analisando as percepções, comportamentos e atitudes dos pacientes e profissionais de saúde, o Future Health Index está focado em três fatores importantes e necessários para se desenvolver um sistema mais integrado de assistência médica: o acesso aos cuidados de saúde; a integração do atual sistema de saúde; e a adoção de dispositivos e sistemas de tecnologia de saúde que estejam conectados.

Atribuindo a cada país pesquisado uma pontuação média que poderia chegar a 100, o relatório FHI mostra a percepção de disponibilidade de cada mercado a fim de se beneficiarem da integração entre os sistemas de saúde. Os Emirados Árabes Unidos alcançaram a pontuação mais alta – 65,3 – entre os países participantes, sendo que a Holanda e a China também estão em alta, com pontuações de 58,9 e 58,1, enquanto a Alemanha, Brasil e Japão receberam as pontuações mais baixas em termos de prontidão, com 54,5, 50,6 e 49,0 – respectivamente.

Em 12º lugar, o Brasil teve pontuação 45,4 em acesso ao sistema de saúde, a menor de todos os países pesquisados. Já em integração do sistema de saúde obteve 57 pontos, a quinta colocação entre os demais. E na adoção de novas tecnologias está em quarto lugar, atrás apenas dos Emirados Árabes Unidos, China e África do Sul.

Mais de três quartos (76%) dos profissionais de saúde em mercados desenvolvidos concordam que seus pacientes têm acesso aos tratamentos necessários para condições médicas atuais e futuras, em relação a pouco mais da metade (58%) das pessoas em mercados emergentes. Entretanto, mercados emergentes como a África do Sul e os Emirados Árabes Unidos parecem estar liderando o caminho na adoção de dispositivos conectados, sendo que os players em economias emergentes esperam que dispositivos conectados possam ser utilizados para gerir a saúde no futuro.

“O FHI descobriu uma série de áreas significativas onde os sistemas de saúde devem investir caso queiram obter sucesso (a longo prazo) na prestação de serviços de assistência médica”, disse Frans van Houten, CEO da Royal Philips. “No entanto, é encorajador ver que muitos países apresentam uma disposição relativamente forte para adotar tecnologias digitais conectadas, o que acabará por conduzir tais transformações. O FHI fornece informações valiosas para os pacientes, profissionais de saúde e legisladores – em ambos os mercados desenvolvidos e emergentes – de onde a atenção precisa estar focada no aumento dos respectivos níveis de acesso, integração e adoção de tecnologias da saúde para melhorar os resultados de saúde e a experiência do paciente também a longo prazo. ”

Segundo apurou o estudo, a tecnologia é uma questão geracional, tanto para médicos quanto para pacientes. Em todos os países pesquisados, os pacientes mais jovens e os médicos também são mais propensos a usar e compartilhar informações a partir de dispositivos conectados, do que seus pares mais velhos. Mais da metade (57%) dos pacientes com idades entre 18-34 relatam possuir pelo menos um dispositivo de vigilância de saúde, e um quarto dos mesmos (25%) sentem que estão bem informados sobre dispositivos conectados de cuidados com a saúde, versus 14% das pessoas com 55 anos ou mais.

Os pacientes e os médicos estão divididos em relação a capacidade dos pacientes em monitorar sua própria saúde.  A grande maioria dos pacientes pesquisados (69%) sentem que têm o conhecimento necessário para gerir a sua própria saúde de forma eficaz. No entanto, menos da metade dos profissionais (46%) concorda com isso. Lacunas de percepção também existem em termos de quem é responsável pela prevenção de problemas de saúde. Como o aumento da idade do paciente, eles são mais propensos a acreditar que são os guardiões da sua própria saúde – 79% dos entrevistados, com 55 anos ou mais, concordam que são totalmente responsáveis pela prevenção de sua saúde em comparação com pacientes mais jovens (66% daqueles entre 18-34).

A integração e o compartilhamento de dados devem ser um objetivo claro. A maioria considerável ​​de ambos os pacientes e os profissionais de saúde (69% e 85%, respectivamente) acreditam que os sistemas integrados de saúde e as tecnologias conectadas podem melhorar a qualidade dos cuidados aos doentes, e a maioria dos médicos (88%) concorda que a integração pode ter um impacto positivo direto sobre a gestão de saúde da população.

As áreas específicas de melhoria devem ser abordadas para aumentar a adoção do usuário de forma mais ampla e a nível mundial.

— A burocracia é vista como um grande obstáculo. Mais da metade (54%) dos profissionais de saúde e 43% dos pacientes indicam que a burocracia do sistema de saúde é um dos principais obstáculos a fim de coordenar o compartilhamento de dados e a integração dos sistemas de saúde em seus países.

— Preocupações com custos, formação e segurança de dados são alguns dos pontos citados. Mais da metade dos profissionais de saúde e pacientes (52% e 51%, respectivamente) acreditam que os dispositivos conectados de cuidados com a saúde aumentariam o custo dos cuidados de saúde em geral, com preocupações sobre os recursos necessários para as necessidades associadas, tais como a contribuição de treinamento e segurança para preocupações globais.

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