Descomplicando o Design Thinking: por que ele ajuda a inovar?

Descomplicando o Design Thinking: por que ele ajuda a inovar?

Por Gilles Coccoli, Diretor Geral da Edenred no Brasil

O conceito de inovação, muito relevante para quem deseja se destacar no mercado, foi ganhando novos significados ao longo do tempo. No começo era disrupção; depois, tecnologia. Hoje, é diferenciação. No fundo, todos esses conceitos carregam um mesmo significado, que é criar aquilo que ninguém pensou e encontrar soluções diferentes para problemas antigos.

Empresas gastam milhões para descobrir novas formas de criar valor. Não à toa, departamentos de pesquisa e de desenvolvimento já são tão naturais quanto a área de recursos humanos. É o triunfo da experiência sobre as concepções de forma e de conteúdo, e é disso que trata o Design Thinking.

Assim como os processos tradicionais, o Design Thinking respeita regras de negócio e de estratégia empresarial. A diferença é que ele prioriza a experiência do usuário. Para que isso aconteça, o processo avança em cinco etapas: imersão, idealização, decisão, prototipação e teste.

A grande vantagem do Design Thinking, além da agilidade, é que as ideias são discutidas a exaustão pelas áreas envolvidas. É isso que faz a criatividade brotar em forma de soluções além dos caminhos conhecidos. Os testes permitem tangibilizar e colocar as ideias a prova, sempre observando a perspectiva do usuário, evitando recalls e retrabalhos. Se levarmos em consideração os aplicativos móveis, nos quais a experiência do usuário e o tempo de desenvolvimento têm um papel central para o sucesso do projeto, seria impossível pensar em uma outra forma de inovação.

Na Ticket, aplicamos o Design Thinking há alguns anos, notadamente em projetos que envolvem tecnologia e inovação. O processo foi fundamental para a concepção de toda a nossa gama aplicativos para usuários, estabelecimentos e clientes. Se considerarmos apenas a etapa de prova de conceito dos projetos mais recentes elaborados nesse modelo, tivemos uma economia estimada de R$ 1 milhão graças à adoção do método internamente, o que permitiu velocidade e precisão.

 

Em suma, no Design Thinking a inovação é consequência. O foco é o aprendizado obtido nas cinco etapas, sem perder de vista o valor esperado pelo usuário final. Todo aprendizado prepara para o futuro e torna as equipes mais capacitadas para trabalhar com processos criativos. É assim que passamos a considerar novas possibilidades e a fazer escolhas menos óbvias.

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