Cisco importou 60 toneladas de equipamentos para as Olimpíadas

Cisco importou 60 toneladas de equipamentos para as Olimpíadas

Ciente de que as Olimpíadas deverão ser os Jogos mais conectados do mundo, a Cisco apostou pesado na sua parceria tecnológica com o evento para sistemas de infraestrutura de rede e serviços de engenharia. Ou mais precisamente, 60 toneladas de equipamentos foram importados referentes a 8.115 produtos. Para compor seu legado para a cidade, a empresa escolheu começar por soluções inteligentes na região do Porto Maravilha. Mas ainda há muito o que decidir sobre o destino da grande maioria dessas importações cuja suspensão do pagamentos de impostos finda em dezembro de 2018.

A empresa tomou parte no projeto com 33.380 módulos de hardware, 113.472 portas Lan, 440 servidores, 5.159 pontos de acesso Wi-fi e 177 dispositivos de segurança de rede. A parceria tecnológica consumiu ainda 80 sistemas e aplicativos e 18 mil IPS de telefone fixo. Segundo a companhia, foram 34 mil horas de planejamento envolvendo uma equipe de 27 engenheiros responsáveis por 54 projetos.

“É um grande desafio”, comentou Rodrigo Uchoa, diretor de novos negócios e o executivo responsável pelo projeto Rio 2016. Ele fez parte da equipe da Cisco que acompanhou os trabalhos feitos nas Olímpíadas Londres 2012, mas garante que há mais desafios agora, como a conectividade nos estádios. “Em Londres o número de pessoas que utilizavam o WhatsApp eram milhares, agora são milhões”, ressaltou.

A cada Olimpíadas os números se tornam, realmente, surpreendentes. A expectativa agora é de que 5 bilhões de expectadores tenham um alto nível de interatividade vias redes sociais e dispositivos móveis. Serão 18 bilhões de page views, acreditam os organizadores, 170 mil horas de conteúdo de vídeo online e 130 mil horas de vídeos via smartphones e tablets.

A partir dos Jogos Olímpicos, a Cisco se integrou não apenas ao Rio 2016, mas a projetos que a ligaram à Prefeitura do Rio, como é o caso dos investimentos na Naves do Conhecimento, no Museu do Amanhã, no COR (Centro de Operações Rio) além da própria infraestrutura tecnológica da Rio 2016 que consome a maior parte do que foi importado. Para amarrar todos seus projetos, ao mesmo tempo que procurou ampliar seu programa de smart cities no país, a companhia montou o Programa de Inovação Urbana.

A empresa é parte estratégica do projeto Porto Maravilha Digital, onde cobre uma área de 100 mil metros quadrados com o Wi-Fi Público dotado de tecnologia para análises de fluxo de pessoas na região. Também instalou uma plataforma IoT inicialmente com 15 serviços inteligentes dos quais alguns derivados do Desafio Cisco realizado no ano passado. No Museu do Amanhã, a companhia fechou uma parceria para a criação do Programa Data Sensing: Experiência em Internet das Coisas. E para o Cor desenvolveu localmente uma unidade móvel que se propõe a ser uma extensão avançada do Centro de Operações.

A unidade móvel, o programa no Museu do Amanhã e a plataforma do Porto Maravilha ficarão como legado para a cidade após os Jogos Olímpicos, segundo Nina Lualdi, diretora de investimentos estratégicos da Cisco. Mas, esses projetos não consomem mais de 3% do que foi importado pela empresa e que podem, ou não, se transformar em um legado.

Uchoa explica que o contrato de aluguel de todos os equipamentos com a Rio 2016 expiram em 31 de dezembro deste ano. Já a suspensão dos impostos de importação para trazer os equipamentos encerra em dezembro de 2018. “Temos um tempo para pensar o que faremos”, disse o executivo, adiantando que para doação como legado dos equipamentos a Cisco quer que sejam apresentados projetos que mostrem viabilidade e importância social para sua aplicação. As outras opções da Cisco para esses sistemas é devolvê-los para os Estados Unidos ou pagar os impostos e comercializar essas plataformas no país.

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