A estratégia do Mercado Pago para crescer no e-commerce

A estratégia do Mercado Pago para crescer no e-commerce

shutterstock_-Mmaxer_economiaNo momento que o Mercado Livre divulga o seu melhor trimestre na história, com faturamento líquido de US$ 199,6 milhões, o Mercado Pago, serviço de pagamento do grupo, também tem motivos para comemorar. A receita proveniente de transações em lojas online fora da plataforma do Mercado Livre cresceu 102% em moeda constante o que representa cinco trimestres consecutivos com expansão acima de três dígitos. Para a empresa, isso é resultado de um esforço de desenvolvimento de propostas inovadoras que permitiram avançar no mundo e-commerce, um esforço que continua, e mais recentemente chegando até os pontos físicos para gerenciar plataformas de pagamento para seus clientes.

Para Celina Ma, gerente de marketing, a cronologia do Mercado Pago mostra uma constante evolução desde sua criação há 12 anos para atender exclusivamente o marketplace do Mercado Livre. Em 2010, o serviço passou a ser oferecido para qualquer loja virtual, uma iniciativa que conquistou nesse período cerca de 50 mil clientes na América Latina. Aos poucos, a empresa foi aperfeiçoando a sua ferramenta para facilitar as compras pelo cliente e garantir maior controle pelo varejista.

Há três anos, a empresa sentiu a necessidade de se voltar para o mundo móvel. Em 2014, lançou o aplicativo que torna o celular do usuário em uma carteira virtual. A empresa procurou introduzir alguns diferenciais para conquistar mais espaço nessa área e beneficiar a experiência do cliente, como a função multitela que permite que uma compra iniciada no desktop possa ser concluída na app. Também permite a transferência de dinheiro entre contas Mercado Pago, uma vantagem competitiva uma vez que poucos competidores possuíam na ocasião essa aplicação. E evoluiu para outras formas de pagamento, como o uso de leitura via QR Code. “Essa é, por exemplo, uma solução adotada na Galeria 540, em São Paulo, um espaço cultural e gastronômico que reúne diversos food trucks”, observou Celina.

No ano passado, foi a vez de chegar também às lojas físicas para garantir pagamentos presenciais. A empresa decidiu oferecer máquinas de leitura de cartões para os clientes com os quais ela já responde pela gestão de sistemas de pagamento. Ela tem dois opções de leitores para os varejistas, o Point I, uma máquina independente que conectado a um smartphone ou tablet compartilha com os vendedores a cobrança dos valores feitos por meio de cartões de crédito ou débito. Já o Point H é de uso individual pois utilizará um celular para sua conexão. A administração do movimento financeiro por parte do lojista poderá ser feito via uma conta no Mercado Pago ou por meio do aplicativo Mercado Pago Point. Em breve será lançado um novo modelo de leitor, menor do que os atuais.

O Mercado Pago reservou outras soluções para avançar como provedora de meios de pagamento. Em 2014 lançou o Kit desenvolvedor para que qualquer aplicativo possa adicionar a sua solução como meio de pagamento. “Nós fornecemos o SDK (o kit de desenvolvimento de software) e funciona como um plug and play”, disse a executiva. Os primeiros a aderirem a esse sistema foram o Ubook e o Easy Taxi.

Este ano, a empresa tem novidades na área de SDK. A primeira versão foi lançada para aplicativos nativos, ou seja, os que são unicamente virtuais. Agora chegou a vez de um kit de desenvolvimento híbrido, que contemple tanto os aplicativos de lojas virtuais quanto os oferecidos por lojas físicas. “Resolvemos ampliar a opção já que muitos lojistas tradicionais estão aderindo ao e-commerce”, comentou Celina.

No ano passado, o Mercado Pago movimentou transações equivalente a US$ 5,2 bilhões na América Latina. Somente no primeiro trimestre deste ano o total transacionado por sua plataforma foi de US$ 1,4 bilhão o que o coloca como líder em volume de transações nessa área. Isso se deve em boa parte ao fato de responder também por 90% dos pagamentos feitos no Mercado Livre.

Segundo Celina, a Argentina e o Brasil lideram as negociações na plataforma, mas a empresa também tem registrado crescimento nos outros países onde atua, Colômbia, Venezuela, Chile e México. Recentemente, lançou sua operação no Peru. A executiva está otimista em relação a novas taxas de crescimento nos sete países e garante que novas soluções para beneficiar tanto a experiência do cliente quanto os clientes estão em desenvolvimento. Para ela, o segredo está em buscar sempre a inovação para garantir resultados.

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