Cidades inteligentes vão exigir novos formatos para contratação de tecnologia

Cidades inteligentes vão exigir novos formatos para contratação de tecnologia

shutterstock_sergign_economia_negocios_prejuizoA aquisição de sistemas para cidades inteligentes começa a esbarrar nos atuais formatos de compras na área governamental. Em geral, o projeto é mais complexo do que consegue abordar a Lei 8666, que regula as concorrências públicas. E em muitos casos também não lhe serve a implantação via PPPs (Parcerias Público Privada). A questão foi debatida hoje pelo consultor de Soluções da Indústria da IBM, Giampero di Giuseppe, e pelo CTO da Tacira, Washington Tavares.

“A 8666 não é mais adequada para smart cities, é preciso que sejam estabelecidos formatos que tenham como base todo o conhecimento do projeto”, disse Giuseppe. Na sua avaliação, há muitos pontos que precisam ser levados em conta quando o município decide investir em cidades inteligentes. Isso exige fundamentos importantes que precisam ser estabelecidos, como o planejamento integrado, para que o gestor das cidades possa levar à frente sua disposição de estabelecer outra dinâmica para seu relacionamento com os cidadãos. “Nós já vimos casos de projetos implantados terem problemas para contratar a manutenção dessas plataformas”, ressaltou. Para Katia Galvane, CCO da Tacira, trata-se de uma iniciativa mais ampla que não pode ser ficar sujeita unicamente a uma avaliação por preço.

Se a 8666 pode ser problema, as PPPs também não facilitam na visão dos empresários. “As PPPs são um mamute”, contestou Tavares, referindo-se a alguns pontos da legislação como a proibição de receitas acessórias. Para Galvane, há amarras muito fortes que prejudicam os projetos. “Precisamos de adequações nos atuais modelos comerciais do segmento público para que todo o processo possa ser mais fluído”, disse a executiva.

A Tacira tem acompanhado de perto a movimentação pela instalação de uma Frente Parlamentar mista de apoio às cidades inteligentes. Ainda em processo de formalização no Congresso, ela tem como proposta a construção de um Programa Nacional de Cidades Inteligentes e Humanas. Foram criados cinco grupos de trabalho que vão discutir Governança, Mobilidade Urbana, Energia, Parcerias Público Privadas (PPP) e Legislação, Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) e Energia. Entre as entidades que estão próximas a essa discussão estáo a Rede Brasileira de Cidades Inteligentes e Humanas, o Instituto Smart City Business América, a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) e o Sindicato Nacional das Empresas de Telefonia.

Os executivos debateram o tema hoje durante o 18º  Wireless Mundi, realizado em São Paulo.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Preencha: *
Time limit is exhausted. Please reload CAPTCHA.