Segurança é grande aposta da Embratel para 2017

Segurança é grande aposta da Embratel para 2017

Em seu plano de negócios para 2017, a Embratel já definiu qual será uma de suas maiores apostas: segurança de dados e combate ao cibercrime. E está se preparando para isso, o que envolve uma ampliação de portfólio e novos conceitos. Essa decisão estratégica chega logo após a companhia passar por várias provas de fogo sem precedentes durante as Olimpíadas realizadas no Rio de Janeiro. E, o que é melhor, com sucesso.

Mario Rachid, diretor executivo de Soluções de TI da Embratel, não tem dúvidas de que o mercado vem amadurecendo na questão da segurança de dados. E, inclusive, mudando sua percepção sobre o assunto. “A prevenção de ataques continua sendo uma grande preocupação das empresas, mas elas também estão conscientes de que isso só não é suficiente. Querem garantias de uma reação rápida, caso algum problema seja detectado”, observa.

Esse novo posicionamento, no qual as soluções deixam de ser unicamente reativas e englobam outras abordagens, tem definido a atuação dos fornecedores de soluções de segurança, inclusive da própria Embratel. Há mais de dez anos, a Embratel atua como fornecedora de soluções de segurança periférica focada na proteção dos dados. Foi a primeira companhia a ter, por exemplo, um centro de gerenciamento de segurança instalado no país.

A operadora tem como carro chefe nessa área um portfólio de soluções anti-DDos (Distributed Denial of Services) – a mais recente delas garante a disponibilidade da conexão de internet e sistemas corporativos em situações de ataques de negação de serviço, o que evita saturação no tráfego e eventuais invasões das redes de dados. Essa é uma abordagem muito utilizada por governos para protegerem seus sistemas estratégicos. A solução é instalada diretamente no backbone da operadora e a companhia gerencia, de forma contínua, o comportamento do tráfego.

Agora, a empresa quer entrar na casa do cliente para analisar seu status de segurança e identificar quais as melhores estratégias que ele pode adotar. “Queremos ajudá-lo a revisar sua posição de segurança e, também, monitorarmos tudo da empresa que está na internet para identificar se há alterações e como elas acontecem”, comenta Rachid.

Mas seu plano de negócios prevê que ela vá mais além para se adequar à demanda do mercado por sistemas que garantam respostas mais rápidas a ataques já identificados. “Hoje as empresas querem soluções como um todo, não tem outra forma de garantir a segurança completa”, afirma o executivo. Até o final do ano, a Embratel vai lançar mais duas soluções de segurança que, justamente, devem dar mais abrangência ao seu portfólio. Mas, por enquanto, Rachid prefere manter sigilo sobre as características dessas novas plataformas.

Rio 2016, tentativas de ataque

As Olimpíadas foram um grande desafio para a Embratel, fornecedora oficial dos serviços de telecomunicações do evento. A começar pelo backbone olímpico de 370 quilômetros de fibra óptica instalado pela operadora, com velocidade de 40 Gbps e conectando mais de 60 mil pontos de acesso à rede.

Também não faltaram muitos desafios na área de segurança. A empresa era um dos fornecedores de soluções nessa área para o Centro de Operações Tecnológicas (TOC) da Rio 2016. A infraestrutura de TI consumiu 20% do orçamento de R$ 7,4 bilhões dos jogos e, desde cedo, a segurança era considerada um ponto crítico. Antes mesmo dos jogos começarem, foram registradas milhões de tentativas de incidentes e invasões, com zero impacto operacional.

Sem citar números, Rachid disse que as tentativas de invasões cresceram significativamente durante o período de realização dos jogos olímpicos. E não tiveram como foco apenas o TOC da Rio 2016, mas também os sites e serviços de todos os patrocinadores do evento. Diante disso, a Embratel teve de garantir não apenas a sua própria segurança, como a das outras empresas do grupo América Móvil ( Claro e Net). E ainda foi contratada por alguns patrocinadores para reforçar a proteção de suas infraestruturas. “Era muito importante antecipar o movimento dos cibercriminosos em um momento em que o volume de tentativas era muito grande”, relata o executivo. Segundo ele, todas as iniciativas de prevenção e detecção foram bem sucedidas.

 

 

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