TV digital: o inesperado lixo eletrônico e a corrida por soluções de reciclagem

TV digital: o inesperado lixo eletrônico e a corrida por soluções de reciclagem

garbage-296550_1280A experiência em Rio Verde, a primeira cidade a ter exclusivamente o sinal digital de televisão, trouxe uma surpresa para o governo federal e as entidades envolvidas nesse processo. Uma quantidade apreciável de televisores, principalmente de tubo, foram jogados no lixo. Fazendo uma relação com isso, alguns cálculos apontam para aproximadamente 200 mil aparelhos descartados em Brasília, cuja conversão está programada para outubro. Isso levou a Secretaria de Inclusão Digital, na época vinculada ao Ministério da Comunicação e agora ao MCTIC (Ministério da Ciência e Tecnologia, Inovação e Comunicações) a buscar acordos dentro de seu programa já existente de recondicionamento de computadores.

A questão é séria uma vez que alguns elementos dos televisores carregam metais pesados, que exigem um tratamento especial. Os tubos dos televisores são compostos por muitos elementos extremamente poluentes, como os metais chumbo, cádmio, mercúrio e berílio. Segundo Américo Tristão Bernardes, titular da Secretaria de Inclusão Digital, foi fechado um acordo entre a Seja Digital, empresa responsável pelas campanhas de esclarecimento para a TV Digital, com a ONG Programando o Futuro, de Valparaíso, que há 16 anos participa do programa de recondicionamento de computadores.

Para o processo de metareciclagem, a empresa teve de estabelecer um conjunto de especificações para desmonte de 16 itens dos aparelhos separadamente. “O que é fibra poderá ser aproveitado para fazer tijolos, o metal mais nobre deverá ser enviado para o Canadá, e metais mais pesados para a indústria eletrônica”, afirmou.

Na sua avaliação, a partir dessa primeira ação esse processo deverá dar um valor enorme para o Centros de Recondicionamento de Computadores já estabelecidos em programa do Ministério. Também deverão ser envolvidos nesse processo outros órgãos, como o Ministério do Meio Ambiente e a Eletros.

Segundo relatório da ONU (Organização das Nações Unidas), todo ano cerca de 1,4 milhão de toneladas de aparelhos eletrônicos quebram e vão para o lixo. “Com a oferta dos conversores, não esperávamos que boa parte das pessoas preferisse trocar o aparelho mais antigo por um novo. Isso aumentou o descarte “, disse.

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