Até onde a realidade aumentada poderá levar a educação?

Até onde a realidade aumentada poderá levar a educação?

Por Eduardo Almeida, diretor de vendas da Extreme Networks para o Brasil e o Cone Sul

O frisson gerado pelo Pokémon Go trouxe a crença de que a realidade aumentada seria uma ideia nova, mas essa tecnologia já está entre nós há anos, desde a década de 1950, para ser mais preciso. Se você não tem familiaridade com o tema, a tecnologia de realidade aumentada é, em linhas gerais, uma camada de informações que se sobrepõe ao mundo real por meio de um smartphone, tablet, óculos especiais ou um headset.

As aplicações para realidade aumentada são infinitas: ela pode ser usada em jogos, telecomunicações, pesquisa, treinamento, educação e muito mais. Existem aplicativos móveis que transformam o headset em uma lupa ou um dispositivo sensorial. Alguns aplicativos semelhantes ao Pokémon Go projetam objetos aumentados no mundo real utilizando a câmera de um telefone. Outros aplicativos traduzem a sinalização em outros idiomas ou descrevem tudo sobre um edifício para onde o telefone está apontando, por exemplo.

Se o aumento ocorre ou não em um dispositivo ou headset, a ideia de ser capaz de olhar para um edifício histórico e todas as informações a ele relacionadas aparecerem na tela, ou então se comunicar através de um holograma, soa como algo saído de um filme! Em Homem de Ferro Tony Stark traz à realidade a ideia de ser capaz de se comunicar com uma máquina e usar a tecnologia a seu favor através da ideia futurista da realidade aumentada. No entanto, essa ideia já não é mais futurista – a realidade aumentada já está disponível e em breve a tecnologia será amplamente utilizada e reconhecida.

As oportunidades do setor com a tecnologia de realidade aumentada são fartas nos mercados de jogos, treinamento e educação. Os jogos nela baseados têm a oportunidade de assumir o mercado de games. Claro que hoje essas são apenas ideias, mas eu não ficaria surpreso se aplicativos forem desenvolvidos a partir delas e lançados assim que o mercado para jogos de realidade aumentada se expandir.

Algumas carreiras exigem uma aprendizagem mais avançada do que outras. Aplicativos de realidade aumentada permitirão que estagiários tenham um treinamento personalizado para as suas carreiras. Futuros cirurgiões poderão utilizar um headset de realidade aumentada para tocar um corpo em 3D e realizar procedimentos cirúrgicos. A metodologia formará médicos mais preparados, que poderão aprender, praticar e estudar constantemente, mesmo que de casa, por meio de uma tecnologia de realidade aumentada personalizada. Os estudantes de direito criminal ou policiais poderão ter uma experiência de aprendizagem mais aprimorada com um dispositivo sensorial que afeta os sons, a visão, o olfato e o tato. Não estou batendo aqui nos simuladores da Academia de Polícia, mas isso poderá realmente melhorar a experiência de treinamento e aprendizagem de um indivíduo. Mais uma vez, a oportunidade para os alunos usarem estes dispositivos para a prática quando não estiverem na sala de aula será uma grande vantagem.

A educação primária e secundária em realidade aumentada poderá melhorar a compreensão de eventos históricos nas aulas de estudos sociais. Ela permitirá aos alunos experimentarem o cheiro, o som e os efeitos visuais de pessoas que viveram em outras épocas. Isso poderá ativar mais sensores no cérebro dos estudantes para melhorar a sua compreensão e memória. Eles não só visualizarão as imagens, mas também as sentirão através de outros sentidos como a audição e o olfato. Na ciência, os alunos não precisarão mais dissecar sapos, eles poderão ver através de um headset e usar as mãos para completar a tarefa com uma rã virtual. Os professores poderão dar aulas a classes inteiras em uma escala maior, expandindo o tamanho do corpo de modo que todos possam ver a demonstração. O mesmo se aplicará no ensino superior, mas com matérias diferentes.

A realidade aumentada tem o poder de aprimorar bastante a educação. Quando esta tecnologia for utilizada em salas de aula, ela ajudará os alunos a reforçar a sua memorização e compreensão das informações através de não apenas um, mas de vários sentidos. A tecnologia poupará tempo e dinheiro, permitindo que as escolas reduzam gastos. As aulas de ciências envolvendo grandes experimentos poderão usar projetos em 3D virtuais para que a escola não perca tempo e dinheiro com materiais caros e com limpeza. A realidade aumentada proporcionará uma nova abordagem para aprender e estudar. Em vez de ler livros escolares, os alunos poderão visualizar o conteúdo através de seus headsets, onde as imagens e as anotações do estudo sairão das páginas. Estudar, aprender e ensinar se tornarão mais interativos, envolventes e eficazes com essa tecnologia.

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