Fornecedor ideal de IoT ainda é uma incógnita para executivos brasileiros

Fornecedor ideal de IoT ainda é uma incógnita para executivos brasileiros

Ainda em estágio inicial no Brasil, a Internet das Coisas é considerada por muitos executivos brasileiros como uma evolução das tecnologias de automação industrial, incluindo telemetria, M2M (machine-to-machine) e RFID (identificação por radiofrequência). Em menor escala, há ainda os que têm a percepção de que se trata de um conceito que representa inovação e melhor experiência do cliente, com aplicações mais disruptivas. Mas quando se trata de definir quem seriam os fornecedores-referência de IoT, 47% dos entrevistados no estudo IoT Snapshot, realizado pela PromonLogicalis, disseram não saber ou afirmam que essa empresa não existe.

Quando se tenta obter o perfil desse fornecedor, o levantamento mostra que 51% acreditam que deva ser um integrador de sistemas, 29% atribuem esse papel a uma grande empresa de TI, e 24% a fabricantes de dispositivos e sensores. Para 14% esse perfil está relacionado a empresas de engenharia enquanto 9% o atribuem às operadoras.

O IoT Snapshot combinou duas metodologias na sua execução. A pesquisa quantitativa foi realizada pela Somatório Pesquisa e Informações com 146 empresas de vários segmentos. Em seguida, a Stratica Consultores e Pesquisas fez uma abordagem qualitativa com 13 empresas de destaque em seus segmentos, todas com algum projeto de IoT já implementado ou em andamento.

Entre as finalidades de IoT apresentadas, a mais votada, com 56%, foi a relativa à integração e interação. A automação teve a adesão de 43%, o monitoramento de 36%, a gestão de processos de 34% e o acesso às informações de 25%. Já a mobilidade, inovação, tomada de decisão e comunicação foram os fins menos cotados, com 16%, 14%, 11% e 10%, respectivamente.

Quando o cenário muda para os requisitos necessários, a conectividade IP, como esperado, é a grande campeã, com 51%. Em seguida estão equipamentos e máquinas (36%), dispositivos (36%), sistemas e aplicações (33%), sensores (23%), recursos de análise (19%) e upgrade tecnológico (14%).

Apenas 4% consideraram alto o nível de adoção de IoT em suas empresas. Para 27% ele é moderado, 21% admitem que é baixo, 19% revelam que é muito baixo e 29% nenhum. Quando se trata de status dos projetos, 21% foram implantados, 13% em implementação, 31% ainda em discussão e 35% disseram que não há projetos.

Segundo o IoT Snapshot, a descrição tecnológica de IoT pelos entrevistados envolve uma plataforma integrada composta por três camadas, sensores, redes e analytics. Apesar dos esforços atuais estarem mais concentrados nas duas primeiras camadas, há um consenso entre os que estão mais maduros nessa área de que o big data analytics é fundamental.

As análises do estudo mostraram que o baixo índice de adoção de IoT estão mais relacionados ao desconhecimento do tema e o estágio inicial de maturação que o mercado ainda se encontra, tanto dos usuários quanto dos fornecedores. Embora no contexto de hoje a importância de IoT tenha sido classificada como alta e muito alta por apenas 27%, esse percentual evolui para 62% quando se projeta o papel dessa tecnologia em três a cinco anos.

Por IoT ter um perfil mais abrangente dentro de uma companhia, não fica claro ainda quem irá liderar os projetos de implantação da plataforma. As áreas de engenharia e produção estão à frente dos projetos já implantados ou em implantação e a de TI ganha mais destaque nos que estão em discussão. Em terceiro lugar como os setores mais envolvidos está o de negócios, seguido por atendimento a cliente, financeira e outros.

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