Orange Business Services consolida sua nova estratégia com oferta de redes como serviço

Orange Business Services consolida sua nova estratégia com oferta de redes como serviço

Petrópolis — Desde o ano passado, quando anunciou seu novo posicionamento estratégico, o Essential 2020, a Orange Business Services sinalizava uma trajetória que iria da oferta de redes híbridas avançadas para uma estrutura Network As a Service. Um dos principais pilares dessa evolução está na implantação das tecnologias SDN (Software Defined Network)/NFV (Network Functions Virtualization), cujo primeiro produto, o Easy Go Network, chegou ao mercado este mês em 75 países, incluindo o Brasil. Mas além da conectividade, a empresa também tem outros desafios para aumentar os níveis de competitividade de seus clientes, e o seu próprio, que é o de aumentar sua presença em soluções digitais, como cloud e combinando IoT (Internet das Coisas) e recursos analíticos.

O grupo Orange tem uma receita global de 20,1 bilhões de euros, dos quais 16% são referentes às atividades B2B da unidade de negócios para o mercado corporativo. A Orange Business Services está presente em 166 países, o que reforça sua proposta de atender a multinacionais com contratos globais. No Brasil, tem feito também o caminho inverso, acompanhado o negócios de multinacionais brasileiras em seus processos de internacionalização.

De acordo com Samir El Rashidy, diretor de soluções para a América Latina, a empresa conta com mais de 270 clientes internacionais na região, dos quais cerca de 180 no Brasil. São mais de 90 POPs Ethernet para gerenciar mais de 6.600 conexões de clientes além de um Major Service Center em Petrópolis, no Rio de Janeiro. “Em redes somos reconhecidos internacionalmente e ampliamos nossa participação também em colaboração e soluções digitais”, afirmou o executivo.

Segundo Felipe Stutz, diretor de desenvolvimento de negócios e soluções em rede para a América Latina, a nuvem começa a entrar em fase de aumento significativo da demanda. Mas, na sua avaliação, há grandes riscos quando isso acontece sem uma estratégia adequada de conectividade. “60% das iniciativas digitais não são escalonáveis pela falta de uma arquitetura estratégica”, observou. E essa estratégia de conectividade é um dos pontos fortes no qual se apóia a Orange. Segundo o executivo, desde 2011 a empresa ampliou 10 vezes a sua capacidade de backbone na América Latina, por exemplo.

Mas não é só na capacidade que se concentra a multinacional francesa. Desde o ano passado, a Orange colocou em prática seu projeto de oferta de infraestrutura híbrida avançada, com MPLS e Internet, e agora dá novos passos com o SDN/NFV. Na fase atual, o SDN foi implantado na infraestrutura da companhia, com orquestrador Ciena, e 40 POPs no mundo interior estão sendo preparados para a chegada do NFV oferecendo aos clientes a virtualização das funções.

Essa iniciativa começa agora mas o marco principal é 2017, quando a empresa vai otimizar a nova infraestrutura para ampliar para valer sua estratégia de Network as a Service para o mercado corporativo. Em seu cronograma, 2018 representará a oferta de conectividade por demanda,  segurança e performance, atingindo o nível dos aplicativos com APIs avançadas, e 2020 com conectividade auto-adaptativa e contratos de SLAs no nível dos serviços. Para suportar essas mudanças, novas CPEs (Customer Provided Equipment), ou seja as máquinas que ficam nos clientes, estão em fase de RFP (Request for Proposal). “Esse mercado ainda está amadurecendo em custo e capacidade”, comentou Stutz.

Lançado este mês, o Easy Go Network marca a estreia do Network as a service para a Orange. O sistema fornece virtualização das funções de rede utilizando a tecnologia SDN, o que, de acordo com a empresa, representa mais agilidade na entrega de serviços digitais. Este ano, será possível ter controle de aplicações unificadas, prevenção de intrusos, filtragem de conteúdo web, prevenção de spyware e defesa de malware. Para o próximo ano, entram outras funcionalidades, como otimização de aplicações e gerenciamento de Wi-Fi.

A Orange tem planos também para os mercados de IoT e, para isso, se vale dos recursos analíticos a fim de potencializar os dados apurados. “Nós chegamos a ter casos de clientes com soluções IoT implantadas e captando um volume grande de dados mas que não sabiam o que fazer com essas informações”, disse Renato Leite, diretor de marketing para as Américas, ressaltando a importância dos analíticos para a Internet das Coisas. Essa lacuna foi o que baseou o desenvolvimento do Datavenue, uma oferta modular que com a ajuda de analytics permite o desenvolvimento de aplicações avançadas de IoT. A plataforma tem quatro módulos, um que seleciona os dados a serem utilizados, o que conecta, o que gerencia e o que controla elementos-chave dos projetos de seus clientes.

Esses novos componentes da estratégia da Orange devem se multiplicar durante 2017. E estarão alinhados aos serviços avançados de atendimento ao cliente que a empresa concentra em cinco MSCs (Major Center Services) espalhados pelo mundo, sendo um deles instalado em Petrópolis, no Rio de Janeiro. De acordo com Carlos Pereira, vice-presidente de Operações para a América Latina.

A proposta dos MSCs, na visão da Orange, é funcionar como um centro de excelência que dá suporte 24 x 7 a clientes em diversas regiões, com homogeneidade e transparência para o cliente. A ideia é a de que acidentes e eventos não programados e excepcionais  podem acontecer a qualquer momento e em qualquer lugar e independente disso os clientes necessitam de um plano de continuidade de negócios.

Um exemplo dado por ele diz respeito aos protestos no Cairo, Egito, que se tornaram conhecidos como a Primavera do Cairo, e que acabaram atingindo um grande número de pessoas em movimento que, por conta dos acontecimentos, acabaram isolas em seus locais de trabalho ou sem conseguirem chegar a ele. Um dos MSCs da Orange está localizado justamente na capital egípcia. “Imediatamente os serviços prestados naquele país foram distribuídos a outros MSCs, com os mesmos painéis de informação e monitoramento sendo replicados. Por duas semanas, o suporte ao Cairo foi dado de outros locais sem qualquer prejuízo ao cliente”, afirmou Pereira.

 

*A jornalista viajou a Petrópolis a convite da Orange Business Services

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