TIM fecha contrato com Ericsson e Nokia para 4G em 700 MHz

TIM fecha contrato com Ericsson e Nokia para 4G em 700 MHz

A TIM decidiu estimular ainda mais o ambiente competitivo entre seus fornecedores de sistemas de rede móvel. Para a implantação da quarta geração na faixa de 700 MHz a empresa comunicou aos seus três fornecedores de plataformas para a 4G na frequência de 2,6 GHz que iria escolher apenas dois nessa etapa, o que levou a uma acirrada disputa de preços. No final, foram escolhidos Ericsson e Nokia e a Huawei ficou de fora.

Stefano De Angelis, presidente da TIM Brasil, reconhece que a estratégia foi promover a “competição” entre os fornecedores. E ressalta que, inicialmente, isso não terá muito impacto para seus tradicionais fornecedores, já que os contratos para expansão da 4G em 700 MHz em termos de volume ainda são menores. Em muitas cidades brasileiras, principalmente as mais populosas, ainda há um cronograma para liberação do espectro utilizado pela TV analógica. Mas ele lembra que 2018 essa tecnologia deverá ganhar escala e a proposta é de que em 2019 haja um sistema de cobertura garantido tanto em 700 MHz quanto de 2,6 GHz.

Segundo o executivo, em 2018 um pouco menos de 3 mil municípios estarão cobertos com 4 G em 700 MHz. No próximo ano, a proposta da TIM é ter, no total, 2000 municípios cobertos, dos quais cerca de 1000 cidades novas com a plataforma de quarta geração.

Hoje, a empresa anunciou a sua milésima localidade com cobertura 4G, a ilha de Fernando Noronha, que pelas suas características recebeu uma configuração especial que incluiu satélite. A empresa fechou contrato com a O3b Network para uso da constelação em banda KU. A operadora já tinha realizado um piloto com os satélites, na Amazônia, na cidade de Tefé.

Leonardo Capdeville, CTO da TIM, disse que não há ainda uma definição de que a utilização de satélites poderá se repetir em outras configurações. Um de seus obstáculos continua sendo a questão do preço, o que leva a companhia a só recorrer a esse tipo de contrato quando não há “outra solução”. Segundo o executivo, mesmo na cobertura terrestre sua opção sempre é a utilização de backbone próprio. Mas quando se trata de aluguel de infraestrutura de terceiros, a opção satélite costuma ser até 10 vezes mais caro do que a de plataformas terrestres.

A cobertura em Noronha também marca a segunda localidade que conta com a faixa de 700 MHz para a oferta de 4G, ao lado das demais,   as de 1,8 GHz e 2,6 GHz. A primeira foi Rio Verde, a primeira cidade que desligou o sinal de TV analógico e liberou o de 700 MHz. Capdeville reconhece que boa parte da expansão no próximo ano se dará nessa faixa, mas lembrou que além disso a empresa quer “voltar” para as localidades onde tem 4G com 2,6 GHz para reforçar a cobertura e fornecer mais capacidade da banda larga móvel.

A oferta de 4G poderá ser importante para outro projeto da TIM, a de lançar ainda no primeiro trimestre o serviço de VoLTE, ou voz sobre LTE. ~”Ainda estamos analisando se o ideal é a tecnologia na faixa de 700 MHz, que promete um bom desempenho, e como será a experiência em 1,8 GHz e 2,8 GHz”, ressaltou Capdeville.

A operadora realiza um piloto de VoLTE em São Paulo, Rio de Janeiro e Recife com 100 pessoas, entre funcionários e parceiros. Também está sendo testada a comunicação de vídeo via LTE.

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