Brasil terá tráfego móvel mensal de 784,4 PB em 2021

Brasil terá tráfego móvel mensal de 784,4 PB em 2021

A média do tráfego móvel mensal no Brasil será de 784,8 PB em 2021, o que representa uma expansão de 39% anual considerando os cinco anos anteriores. Em 2016, essa média era de 150 PB. Os grandes indutores desse crescimento serão o aumento da base de usuários (passarão de 166,8 milhões para 176,8 milhões), do número de conexões ( de 264  milhões para 345 milhões ), da velocidade de conexão (de 4,3 Mbps para 13,7 Mbps ) e da participação de vídeo ( de 61% do tráfego para 80%). Esse é cenário traçado no Visual Network Index (VNI) Mobile, elaborado pela Cisco. O estudo mostrou que mundialmente os números reforçam o desafio das operadoras móveis, com a média do tráfego mensal global passando de 7 EB para 49 EB. Isso representa, anualmente, passar de 87 EB no ano passado para 587 EB, sete vezes mais.

Segundo Hugo Baeta, Diretor do segmento de Operadoras da Cisco Brasil, o tráfego móvel abordado pelo estudo se refere ao que roda nas redes 2G, 3G e 4G das operadoras móveis e não inclui as que utilizam Wi-Fi para fazer a conexão, o que para a empresa é considerado tráfego móvel off load. Mas é bom lembrar que o Wi-Fi respondeu no ano passado por 66% do tráfego de dados e a previsão é de que alcance o percentual de 68% em 2021.

Em quatro anos o 4G vai ampliar a sua liderança no tráfego móvel de dados no país. Vai passar de uma participação de 57,5% registrada no ano passado para 94,5%. Esse é o resultado da expansão da participação dessa plataforma no mix de dispositivos móveis que, no ano passado, era de 21,3%. Em 2021, chegará a 63,4%. O 3 G, por sua vez, decresce de 53% para 26 % e o 2 G, que vem em queda, passa de uma participação de 24,6% para 7,2%.

A participação dos smartphones no tráfego móvel no país vai expandir de 80% no ano passado para 85%. Já as conexões M2M que em 2016 não passaram de 3% vão dobrar e chegarão a 6% em quatro anos.

Globalmente, os fatores que vão influenciar a expansão do tráfego móvel estão alinhados com o que acontece no mercado brasileiro. Ou seja, serão beneficiados pelo aumento no número de usuários ( 4,9 bilhões para 5 bilhões), do total de conexões móveis (8 bilhões para 12 bilhões), aumento da velocidade média (6,8 Mbps para 20,4 Mbps) e participação do vídeo (60% para 78%).

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