Microsoft pede a Trump programa de exceção para proibição a imigrantes

Microsoft pede a Trump programa de exceção para proibição a imigrantes

A Microsoft anunciou ter pedido ao governo norte-americano a criação de um programa que permita aos imigrantes cobertos pela ordem executiva de Donald Trump a entrada e saída dos EUA sob determinadas condições. De acordo com sua proposta, os imigrantes dos sete países abrangidos pelo decreto que restringe as imigrações poderiam entrar e sair do país em viagens a negócio ou relacionadas com emergências familiares desde que possuam um visto válido para estudar ou trabalhar no país e não tenham ficha criminal.

A proposta, feita pelo presidente da empresa, Brad Smith, foi enviada aos secretários da Segurança Interna e de Estado. Segundo a companhia, 76 dos seus empregados e 41 dependentes são atingidos pela restrição do decreto de Trump.A empresa também quer estender a exceção aos portadores do visto H-1B que concede autorizações temporárias de trabalho que as empresas utilizam usam para atrair talentos estrangeiros.

O pedido da Microsoft ocorre em um momento de reação de grandes empresas de tecnologia, como Amazon, Google e Apple contra o veto às  imigrações. A Amazon, inclusive, decidiu colocar a sua equipe jurídica para trabalhar no caso a fim de buscar soluções. Um caminho poderá ser o de apoiar o Procurador-Geral do estado de Washington em seu processo contra as medidas de Trump.

Não são apenas as grandes empresas que estão preocupadas com as atuais restrições e outras que possam se adotadas no futuro. No Vale do Silício há uma grande tensão sobre os efeitos do decreto de Trump uma vez que metade das startups que têm sede na região foram fundadas por estrangeiros. Há estimativas de que 51% das startups no país com um valor total próximo a US$ 1 bilhão têm sócios estrangeiros.

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